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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Carreira: Síndrome de Burnout


Muitos profissionais encontram-se em estágios agudos de estresse e passam a perder o interesse no próprio trabalho e no relacionamento interpessoal. Algumas pessoas confundem estresse com cansaço, e passam a rotular qualquer fadiga com estresse, o nível mais alto é quando o profissional perde as condições de interagir e foco no trabalho – em alguns casos, os indícios podem ser a Síndrome de Burnout.


A Síndrome de Burnout também pode ser chamada de Síndrome de Esgotamento Profissional. Ela é caracterizada por um conjunto de sinais e sintomas físicos, psíquicos e sociais que são desencadeados e reforçados pela ausência de satisfação e percepção subjetiva de sobrecarga presente em profissões em que o contato interpessoal é intenso.
Segundo a psicóloga Ana Lúcia Silva, do Serviço de Psicologia do Hospital Israelita Albert Einstein, a característica principal para se constatar a Síndrome é quando o profissional sente-se sobrecarregado por tarefas simples de sua rotina de trabalho e apresenta queixas físicas como dores e mal estar, assim como, queixas emocionais como tristeza, agitação, sentimento de incapacidade. “Também é comum o isolamento social, mas uma característica marcante é um ‘quê’ de ironia, sarcasmo e descrença no trato com colegas e usuários do serviço em que trabalham”, explica a psicóloga.

A causa mais comum para este tipo de manifestação é a falta de equilíbrio entre o profissional e o pessoal. Para Adriana de Araújo, psicóloga e idealizadora da consultoria Desenvolvimento de Excelência, a causa vem do excesso de horas de trabalho, falta de tempo para outras áreas da vida, desorganização pessoal, falta de conhecimento dos próprios limites, dificuldade em negar uma demanda de trabalho, e incapacidade de perceber as consequências das ações em desarmonia antes que essas se tornem problemas maiores. “Pessoas com a Síndrome normalmente sente-se injustiçadas e pouco valorizadas no que fizeram profissionalmente. De fato, fazem além da conta e nem sempre a empresa percebe ou pode ser conivente com esse tipo de ação. É comum perceber que são pessoas muito responsáveis, dedicadas e antes apaixonadas pelo que faziam”, ressalta Adriana.
Ainda segundo Ana Lúcia, um dos aspectos que parecem ser determinantes para desencadear a Síndrome de Burnout é a realização profissional. “Profissionais que experimentam muita frustração em relação ao desempenho de suas tarefas ou tem alto grau de expectativa quanto a gratificação, seja financeira ou não, são mais suscetíveis à doença”, enfatiza a psicóloga.


Burnout : Tratamento e o apoio da organização


O tratamento sintomático das queixas físicas e a psicoterapia para tratar as questões e conflitos emocionais são essenciais no início do quadro. “ Vale lembrar que esta é uma doença incapacitante e quando instalada exige que o profissional seja deslocado de sua função”, destaca Ana Lúcia.
Para Adriana, a busca pelo autoconhecimento deve ser diária, assim como, aprender a se comunicar com outros de forma saudável. “As empresas devem contribuir com o bom senso, existem resultados inatingíveis, metas inviáveis sem perceber que ao invés de motivar com esse tipo de comportamento destroem a autoestima do funcionário e massacram sua mente”, realça a psicóloga.
“A pessoa precisa encontrar sua motivação pessoal para desempenhar suas atividades e reconhecer suas angustias frente aos conflitos de seu exercício profissional. Fazer escolhas e assumir a responsabilidade pelo gerenciamento da própria carreira é essencial”, aborda Ana Lúcia.
Cada vez mais as empresas têm oferecido benefícios que favorecem a qualidade de vida e estimulam o engajamento de seus funcionários em ações sociais. Este tipo de programa auxilia a pessoa a obter outras fontes de satisfação que não só a atividade profissional. “Os planos de carreira que permitem que ao longo do tempo os profissionais passem a desenvolver atividades diferenciadas, também são um exemplo de ação protetora contra a Síndrome de Burnout”, finaliza Ana Lúcia.


Fonte: Portal Catho

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Carreira: Dedicação no trabalho x Qualidade de vida


No meio corporativo existe o consenso de que ter um bom desempenho no trabalho depende muito da qualidade de vida. Além de receber um bom salário ou benefícios vantajosos, atualmente é muito importante se sentir bem no ambiente em que atua. O lado financeiro é importante, mas, há tempos, não é mais o fundamental.


A pessoa organizada, que sabe administrar o próprio tempo e que consegue conciliar as diversas áreas da vida, estará, consequentemente, ganhando qualidade em todas elas. Isso está relacionado à família, trabalho e saúde. Tendo equilíbrio nestas esferas, o profissional irá performar melhor, conquistar melhores resultados e será mais feliz.

Trabalhar diariamente apenas pela questão monetária não é o ideal. O indivíduo deve listar atitudes e atividades para que possa se sentir bem consigo mesmo. “Tenho percebido que a questão do tempo é uma peça-chave. É tentar se desligar de assuntos relacionados à profissão nos períodos de folga e, dentro do dia, fazer coisas que gosta. É importante também ter uma relação boa com a equipe e com os demais colegas de trabalho”, aponta Cecília Shibuya, vice-presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV).

Não adianta o profissional pensar que não será cobrado por seu desempenho, pois a competitividade do mercado é cada vez maior. Traçar metas é essencial e a pessoa deve fazer um planejamento de seus objetivos para evitar estresse e ansiedade. O mais adequado é alinhar as necessidades do dia a dia para que transcorram da melhor forma a fim de viver com mais satisfação.

Além do estresse decorrente das pressões e responsabilidades, o ambiente de muitas organizações não é saudável. Isto acarreta em diversos impactos negativos como o presenteísmo (estar no trabalho, mas com a mente desconectada das atividades), absenteísmo (faltar no trabalho), afastamentos por doença e, consequentemente, queda no nível de produtividade como um todo.  “O trabalho é uma fonte de realização e as pessoas devem gostar do que fazem. Se aquilo que o profissional tem, considera não ser benéfico, é preciso buscar outra possibilidade. Se sentir mal no trabalho afeta o lado afetivo, intelectual, familiar, e a pessoa acaba adoecendo”, explica Shibuya.

Recursos Humanos

Um RH estratégico é fundamental e faz com que os líderes compreendam que os subordinados têm suas necessidades e anseios para performar com qualidade. As organizações consideradas melhores para trabalhar são preocupadas em oferecer programas de qualidade de vida. Os principais benefícios são aumento de produtividade, retenção de talentos e clima favorável.
“Tenho visto que as empresas estão, cada vez mais, consumindo seus funcionários, sem pensar na felicidade no trabalho. Produzir mais com menos faz com que as pessoas fiquem sobrecarregadas, cansadas e acabem atingindo um nível de estresse tão alto que impacta diretamente na vida particular”, opina Lenora de Oliveira Santos, coach pessoal e profissional.

Horas de dedicação

De acordo com a mais recente pesquisa “A Contratação, A Demissão e A Carreira dos Executivos Brasileiros”, realizada pela Catho Online com mais de 46 mil respondentes das mais variadas áreas e níveis hierárquicos, o brasileiro trabalha, em média 43,1 horas por semana, sendo que 17,8% do total admite executar suas tarefas semanais por, no mínimo, 51 horas:
Pesquisa Catho Online










Para Lenora, não saber administrar o lado particular e o trabalho faz com que as outras esferas da vida se descompensem, gerando frustrações e uma série de sensações negativas que vão impactar na atividade profissional.














“O suporte social e ter com quem contar e dividir experiências, é extremamente importante. O


envelhecimento saudável depende da convivência maior com a família e amigos. Percebo cada vez mais as pessoas buscando fazer atividades físicas, ações sociais e usufruir das férias desconectando-se totalmente do mundo tecnológico, entre outras ações”, completa a vice-presidente da ABQV.



quarta-feira, 24 de abril de 2013

Carreira: As vantagens do Home Office


Se você quer, precicou ou optou por um home office primeiramente deve escolher um que tenha o seu estilo e se adapte ao tipo de atividade que você exerce.

Uma prática que vem crescendo e tornando-se diferencial nas empresas é o uso do home office como possibilidade de trabalho. Esta proposta simples oferece flexibilidade, praticidade e custos menores para as corporações. Para trabalhar em home office é necessário ser disciplinado, dedicado e organizado. Quem consegue administrar estas três características terá uma produtividade positiva.


Para Otávio Ventura, diretor da Your Office, empresa que disponibiliza salas executivas para locação, “o home office é uma exigência dos tempos modernos, e se torna cada vez mais comum como forma de contratação de serviços no Brasil. As vantagens são da formalização e valorização da atividade, garantias dos direitos do trabalhador, redução de custos, aumento das margens de lucro e da competitividade. Além disso, o trabalho em casa gera uma melhor qualidade de vida do funcionário que, consequentemente, garante mais disposição, resultados e o fim da locomoção entre trabalho e residência”.
A empresa que investe nesta prática pode economizar, segundo dados da Euromonitor International, até 2 mil dólares por ano para cada empregado que não ocupa o espaço físico. “O fato de poder trabalhar em casa com comodidade, sem passar pelo estresse diário do trânsito ou transporte público, é um grande atrativo para o colaborador. E também por se tratar de um sistema de fácil operação e simples de se administrar é uma possibilidade para empresas que queiram economizar no cenário econômico atual”, explica Ventura.

Outra vantagem é o fato de ajudar o meio ambiente para André Magro, gerente da área de expertise Hays Human Resources, “não são somente as indústrias que alteram o meio ambiente, nos escritórios existe o gasto de papel com impressões desnecessárias, bem como o gasto de energia elétrica, e com o home office este fatores diminuem”.
No Brasil, atualmente, 1,2% das empresas já adotam o sistema de trabalho home office. Para que este número aumente é fundamental o apoio do RH com a criação de uma logística para que esse novo método de trabalho seja eficiente e produtivo. “Neste intuito, a atuação das gerências e chefias diretas é fundamental, no sentido de cobrar resultados dos colaboradores ao invés de uma simples frequência, o que é muito melhor”, explica Ventura.

Visão nas empresas

Grandes corporações estão aderindo ao home office incentivando, cada vez mais, a prática, “a IBM, por exemplo, tem 25% do seu efetivo trabalhando em casa”, conta Ventura.
Empresas que querem se destacar no mercado estão oferecendo este benefício para serem mais atrativas, juntamente com o RH estão montando programas de home office com foco nos resultados,“ muitas vezes o profissional é mais produtivo em horários diferenciados e, com isso, as empresas estão mudando o plano de gestão para verificar os  resultados dos colaboradores nestes períodos. Ou seja, fica mais fácil gerenciar se o funcionário está comprometido quando ele entrega maiores números dentro do prazo, independente da hora em que foi feito, esse é um ponto importante do home office, a liberdade de ação,” explica André.

Como cada profissional possui um perfil é necessário medir o nível de performance ao longo do programa de home office, para que seja realizado treinamentos para administração do tempo e tarefas, evitando um futuro desentendimento entre empresa e colaborador.



Abaixo mais algumas inspirações...