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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Carreira: 4 habilidades que brasileiros têm e as multinacionais adoram


Brasil é celeiro de executivos para multinacionais, diz o headhunter Thiago Pimenta, da Flow. Entenda por que os brasileiros se destacam


São Paulo – “Com toda a certeza, o Brasil é um celeiro de executivos para as multinacionais”. Quem diz isso é o headhunter e sócio da FLOW, Thiago Pimenta.
De acordo com ele, os profissionais brasileiros têm características muito valorizadas pelas grandes empresas nacionais e estrangeiras, sobretudo as multinacionais.
Prova disso é que nunca o número de brasileiros no comando de companhias globais foi tão alto quanto agora, diz Pimenta. E, a tendência é de crescimento, de acordo com ele.
“No caso de expatriações longas, é analisada a performance do profissional no Brasil e a transferência passa a ser parte do plano de carreira dele, visando a troca de experiências entre matriz e filial, e desenvolvimento do profissional”, diz Adriana Freddo, sócia da EMDOC - Consultoria Especializada em Mobilidade Global.
Mas o que torna os executivos brasileiros tão disputados pelas multinacionais? Para o especialista, trata-se de uma conjunção de qualidades ligadas à própria história político-econômica do país. Confira quais são:
1 Habilidade de gestão com restrição de recursos e instabilidade
Com o histórico de instabilidade econômica e política do Brasil, Thiago Pimenta afirma que os executivos na faixa dos 45 anos “já viram de tudo”.
De acordo com ele, quem começou a carreira há 30 anos enfrentou a hiperinflação e cenário de liquidez restrita, entre outros muitos desafios próprios das décadas de 1980 e 1990
“Tendo em vista esta curva de aprendizado, quando há um cenário estável, esses executivos tiram de letra”, diz. Executivos que viveram profissionalmente esta época se acostumaram a seguir o lema: “fazer mais com menos”.
Inovação e criatividade são qualidades que despontam em quem consegue trazer resultados mesmo em cenários adversos, segundo Pimenta. E as multinacionais reconhecem esse talento e a necessidade de profissionais com esta bagagem, diz o especialista.
2 Capacidade de lidar com gap educacional da equipe
As empresas brasileiras tentam suprir deficiências de seus funcionários - no que diz respeito à qualificação técnica - com a oferta de treinamentos e cursos. O gap educacional, diz Pimenta, é um problema que afeta companhias instaladas no Brasil, há tempos, por isso os executivos já estão preparados para lidar com isso.
Ao chegar no exterior e trabalhar com equipes altamente especializadas, a evolução é natural, segundo o especialista.
3 Trabalho em cenários multiculturais
A heterogeneidade da população brasileira é fato. Diferenças culturais são uma constante nas empresas brasileiras e não assustam mais os chefes. “Operar em uma cultura heterogênea é um desafio e as multinacionais enxergam no executivo brasileiro este potencial, o que naturalmente conta pontos a favor”, diz Pimenta.
Ele explica que o aprendizado a que o executivo está exposto no Brasil não se repete em outras localidades. 

“Países como Noruega, Suécia são muito homogêneos e não incitam este tipo de oficina. No Brasil o executivo precisa ser um camaleão para extrair informações e desenvolver a equipe”, diz.

4 Saber operar em áreas territoriais extensas
País de dimensões continentais, o Brasil só perde, em tamanho, para Rússia, Canadá China e Estados Unidos. Aliada ao enorme território a carência de infraestrutura dá contornos ainda mais desafiadores às operações das empresas por aqui.
“Um diretor de uma mineradora de ferro, há alguns anos, tinha dois portos para escoamento da produção, por exemplo”, diz Pimenta. Para ele, todos esses obstáculos provocam os profissionais a achar soluções que “não estão na mesa”. “Os brasileiros são criativos, e não estou falando do jeitinho brasileiro, me refiro à criatividade responsável, o executivo está acostumado a trabalhar com pouco”, diz.

Fonte: Revista Exame


Acesse:

@belezadecorpointeiro



quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Carreira: Como lidar com os bloqueios profissionais


Quando tentamos iniciar projetos ou colocar em prática uma ideia, nos deparamos com aquela sensação de inércia, geralmente, causada por bloqueios que poderão atrasar algumas tarefas e, até mesmo, o desempenho de modo geral. Somos bombardeados diariamente com informações, tecnologias e desafios que tendem a provocar uma trava mental, resultante, do receio do novo, do medo à rejeição e, também, da impaciência na espera da aplicabilidade de um processo.


Quando assumimos um projeto, por vezes, os bloqueios nos impedem de iniciá-lo por nos sentirmos incapazes de realizar a tarefa. Para Fábio Zugman, especialista em gestão de carreira, “os bloqueios podem se manifestar de várias formas. A pessoa evita a tarefa, arranjando outras coisas para fazer ocupando seu tempo, podem cair na boa e velha procrastinação, navegando na Internet e fazendo outras atividades que ‘parecem’ trabalho, mas, não são”.
É comum que estas pessoas adiem ou deletem tudo o que começam a fazer e podem até se pegar olhando para uma tela em branco, sem saber por onde começar. As sensações negativas como, desespero, sentimento de fracasso e incapacidade, faz com que acabem desistindo ou realizando um trabalho inferior, “em geral, são medos específicos de arriscar, de que o projeto não dê o resultado esperado e que isso coloque em risco a reputação da pessoa”, explica Sílvio Celestino, sócio-fundador da Alliance Coaching.

Este desconforto é ocasionado pelas expectativas de um projeto, como começar em um novo emprego, montar uma empresa ou escrever um livro – situações que podem parecer gigantescas no começo. É preciso entender que cada projeto é composto de vários passos, que devem ser dados um de cada vez. O que acontece quando as pessoas se sentem bloqueadas é que elas esperam resolver tudo em uma única vez ou esperam que seu trabalho e resultado final fiquem prontos e perfeitos na primeira tentativa.
“Geralmente, qualquer projeto de maior porte e resultado incerto envolve uma sequência de passos com vários erros e refinamentos. Isso é especialmente arraigado na época dos estudos, em que o erro é sempre punido e as respostas certas recompensadas. É precisa entender, no entanto, que fora do mundo acadêmico, os erros devem ser valorizados como parte do processo de aprendizado”, explica Zugman.
Para driblar bloqueios é importante sermos justos, identificando as causas e efeitos destas travas, pois no mundo corporativo vivemos a expectativa de novos acontecimentos diariamente e a vontade de criar e de trazer uma solução crível para os negócios, muitas vezes, é barrada por processos burocráticos.  Para Sílvio, desenvolver a capacidade de comunicação e de gerir conflitos são ferramentas importantes para vencer bloqueios. “Treine a escuta ativa, ou seja, a capacidade de comunicar-se por meio de perguntas relevantes ao seu interlocutor, de forma a fazê-lo pensar e agir de forma mais favorável a uma ideia ou projeto”, explica Celestino.


Administrando conflitos

É importante saber comunicar as pessoas responsáveis por esses bloqueios e a relevância de um projeto ou ideia, destacando o que agregará na operação da empresa ou para o cliente. Assim, todos estarão alinhados e contribuirão, em vez de criar ainda mais barreiras.
Outro fator importante é compreender que uma ideia pode ser simples para quem a teve, porém, quem recebe levará um tempo para aplicá-la, ou seja, administrar a impaciência e processar melhor uma sugestão é primordial para desbloquear as atividades. De acordo com Zugman,“quando temos uma ideia, é preciso prepará-la para o resto do mundo, e até adaptar de acordo com as opiniões que recebemos. O problema é que existe um mito de que as ideias nascem prontas e são frutos de seus criadores, e muitas pessoas as tratam quase como ‘filhas’. Uma ideia, quando está na cabeça de alguém, é apenas o embrião e tem muito a ser melhorada no caminho da sua realização. Não veja os passos como ‘burocracia’, mas, sim, como oportunidades de saber a visão dos outros, melhorar e mudar para torná-la cada vez mais viável”.

Após a administração de possíveis conflitos é hora de agir, coloque na cabeça que o momento certo para começar uma atividade ou mudança pode nunca aparecer. Então o melhor a fazer é iniciar a caminhada, mantendo-se alinhado com os superiores e com seus propósitos, “enfim, aprenda a argumentar com fundamento para que seja ouvido e respeitado nos momentos em que bloqueios surgirem”, conclui Celestino.


Fonte: Portal Catho

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Carreira: InfoTrends traz tendências da cultura digital


O evento realizado pela revista INFO apresentou as novidades em inovação, tecnologia e cybercultura. Com o intuito de integrar protagonistas do marketing digital e debater a mudanças no cenário da comunicação, o INFOtrends foi realizado no WTC Tower, em São Paulo.

Na primeira apresentação do dia Hugo Barra, vice-presidente mundial do Google, mostrou diversas novidades como o tão falado Google Glass e o tipo de tecnologia que esse dispositivo pode executar. Além do Glass, o Pebble, o smartwatch do Google, também foi exibido pelo vice-presidente. “O mundo passará por uma inevitável reinvenção de processos”, afirmou Barra.
O representante do Google também exibiu uma engenhosa ideia de disseminar o acesso à internet para a população que sofre com a exclusão digital. O Project Loon são balões que ficam a 20 quilômetros da superfície terrestre (estratosfera),  e que podem oferecer conexão à bilhões de pessoas que não possuem acessibilidade à web. Os balões tem cerca de 15 metros de diâmetro, e são movidos a energia solar.

Ainda na parte da manhã, Erica Smith, vice-presidente da Amnet, palestrou sobre como a tecnologia reinventa a compra de mídia – canalizar informações de usuários da internet e oferecer produtos e serviços individualizados. Na sequência, Gerd Leonhard, CEO da Futures Agency, abordou o futuro da mídia, da TV e da publicidade em uma sociedade conectada. ”O Big Data é um dos diferencias para a mídia do futuro”, apontou Leonhard.
Para finalizar o período diurno, a dupla Donald Chesnut e Marcelo Tripli, CEOs da Sapiente Nitro, mostraram que empresas como Adidas, Coca-Cola e Disney estão realizando ações de marketing que convergem o físico com o digital. “O conceito de melhorar a vida do consumidor é mais eficiente do que a preocupação com a comunicação”, opinou Tripli.

Debate no INFOtrends


As oportunidades no meio digital que surgem com as mudanças de comportamento do consumidor foi o destaque da tarde, e teve como tema “Segunda Tela e Audiência”. Participaram do debate Guilherme Ribenboim, diretor-geral do Twitter, Vinícius Andrade Pereira, diretor do ESPM Media Lab, Fábia Juliasz, diretora executiva de novos negócios do Grupo Ibope, Flávio Ferrari, sócio do Qual Canal e Martha Gabriel, diretora de tecnologia da New Media Developers. “Claramente a TV e o Twitter está sendo usados mutuamente. Só no jogo da final da Copa das Confederações mais de 3 milhões de tuítes foram feitos”, comentou o diretor do Twitter.

Após o debate, o evento contou com a apresentação de cases de agências que desenvolveram ideias para marcas consagradas como Fila, com a plataforma FilaBeat, Guaraná e sua fan page com mais de 10 milhões de seguidores, e Dove, apresentando a campanha “Retratos da Real Beleza”. Segundo Hugo Veiga, da Ogilvy Brasil, agência responsável pela campanha da Dove, a marca queria provar que quem mais sabota a beleza feminina são as próprias mulheres.


Fonte: Portal Catho

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Carreira: Como estimular a criatividade


Ser criativo é uma característica bastante exigida no universo corporativo atual. A competência de pensar diferente e inovar pode destacar o profissional perante a grande concorrência do mercado. Mas como estimular a criatividade no dia a dia?


Existe um mito por trás de profissionais considerados criativos. No meio empresarial o termo “criatividade” é visto como algo para poucos e, muitas vezes, estes indivíduos são taxados como os gênios e os mais talentosos da organização. Mas, na verdade, a capacidade de criar está na natureza de todos nós – alguns têm mais, outros menos.
O potencial de criar deve ser desenvolvido através do estímulo de coisas simples e da prática do dia a dia, como, por exemplo, o profissional ser exigido para executar um trabalho que saia do padrão. “Quanto mais ideias a pessoa tem, ou precisa ter, mais o cérebro desenvolverá essa habilidade. O aspecto externo também é muito importante, e quanto mais repertório e referências o indivíduo tiver, maiores as chances de ser criativo”, explica Conrado Schlochauer, sócio-diretor do LAB SSJ.

De acordo com Schlochauer, pessoas que lidam bem com o erro acabam traduzindo isso em liberdade, e conseguem criar mais. “O que as empresas buscam são pessoas com visão crítica, opinião própria, que possam fazer algo diferente”, aponta.

Componentes da criatividade

Segundo teoria de Teresa Amabile, professora da Havard Business School, e que  impactou bastante o mundo acadêmico e corporativo com sua obra The Social Psychology of Creativity (1983), o fator primordial da criatividade é a motivação intrínseca dos indivíduos.
Ela afirma que os três componentes para a criatividade são:

  • Expertise - Conhecimento sobre a área, treinamento e capacidades técnicas desenvolvidas. Ou seja, não é possível ser criativo em uma realidade onde não se tenha conhecimento.

  • Capacidade Criativa - Capacidade de olhar para os problemas, pensar os problemas, os resolver, e olhar para o contexto geral.

  • Motivação - As pessoas são mais criativas quando motivadas intrinsicamente, ou seja, esimuladas pelo empenho, prazer, descoberta pessoal e satisfação pelo próprio trabalho.


O papel das empresas

A criatividade não precisa ser encarada como algo revolucionário e “que mude o mundo”, mas sim algo mais simples. Ela deve ser vista como um recurso para flexibilizar a atuação em um ambiente com mudanças constantes, exatamente como acontece nas corporações.
Organizações que permitem que seus colaboradores entrem na zona de risco acabam dando maior liberdade para a criatividade. Criar é “pensar fora da caixa”, inovar, e quanto mais sai do padrão, maiores os riscos e incertezas a empresa terá.
“Quando dou minhas palestras, perguntou se existem pessoas criativas naquele momento. Poucos levantam a mão. Quando questiono quem consegue resolver problemas, muitos se manifestam. Mas, na verdade, solucionar problemas e ser criativo é a mesma coisa!”, conta o diretor do LAB SSJ.

Com essa liberdade de pensar e atuar, o engajamento dos profissionais é algo que naturalmente acontece. Construir um ambiente de criação faz com que o funcionário se sinta parte do contexto, pois enxerga que pode contribuir do seu jeito no desenvolvimento da empresa.
“Todos nós fomos crianças e já tivemos o lado lúdico e criativo mais aflorado. O diferencial está em permitir e deixar brotar ideias que sejam valorizadas pela cultura da organização onde atua”, opina Judite Wey, especialista em criatividade e inovação.
Para ela, onde mais devemos permitir a criação é em nós mesmos. “Acabamos ‘matando’ um pensamento diferente por autojulgar que não presta”, completa.


Fonte: Portal Catho

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Dê um Harlem Shake na sua carreira


Um dos termos mais buscados do Google, vídeos que, se somados, já têm mais de 175 milhões de visualizações no YouTube em poucas semanas e o mais novo fenômeno mundial da internet. Se você ainda não ouviu falar, com certeza, em breve, vai assistir a algum vídeo do Harlem Shake.

Como quase todo hit na web, pode parecer algo totalmente superficial e bobo, e realmente é! A ideia começou com 4 amigos fantasiados com temas bizarros como alienígena, super-herói japonês e samurai, fazendo uma coreografia em cima de uma música de Baauer, DJ e produtor norte-americano – resolveram gravar a bagunça e pronto! Viralizou na internet…

A canção de Trap (gênero de música eletrônica), começa em um tom tranquilo, quase monótono. De repente, a música chega ao ápice, com os graves fazendo qualquer um que escuta dançar e chacoalhar, como um boneco de posto. A mania já foi gravada por gente de todo tipo e lugar, desde membros do exército norueguês até agência de publicidade.
Aproveitando carona na nova febre, o Carreira & Sucesso conversou com Branca Barão, palestrante, especialista em comportamento humano, criatividade e inovação, e autora do livro “8 ou 80 – Seu melhor amigo e seu pior inimigo moram aí, dentro de você” para apresentar maneiras de sair do marasmo e apatia e dar uma verdadeira sacudida na vida profissional. Dê um Harlem Shake na sua carreira!

Deixe seu hemisfério direito trabalhar também!

A rotina, muitas vezes, acaba nos levando a viver como se estivéssemos sobre um trilho, seguindo em linha reta. A mesmice e o marasmo podem nos cansar a ponto de rezarmos para que a sexta-feira chegue mais rápido e a segunda, não chegue nunca. Nesse caso, a vida pode ficar bem chata! Acontece que, coisas simples como escovar os dentes com a outra mão, escolher um novo caminho para ir ao trabalho, aprender a dançar ou a tocar um instrumento, ir ao teatro, ler um livro de um tema que você não está acostumado, assistir a uma comédia ou até contar piadas para um amigo podem fazer com que seu cérebro se sinta no direito de “voltar a brincar”. Pensar passará a ser mais divertido e isso vai te tornando, pouco a pouco, mais inovador, mais criativo e muito mais inspirador no seu trabalho. E você sabe que uma ideia puxa outra, que puxa uma realização, que puxa outra mudança. E assim, você vai acabar descobrindo que assim dá para mudar a vida inteira. Você vai conquistar novos desafios e renovar até o mesmo ambiente de sempre e, de quebra, vai ganhar novos amigos se assumir essa nova postura, mais flexível e criativa.

Supere a inércia!

Harlem Shake, novo sucesso da internet
Lembra das aulas de física? O que está parado, tende a continuar parado. Isso vale para a nossa vida também. A grande dificuldade é dar o primeiro passo. Coloque-se em movimento. Estou falando do seu corpo, da sua mente, das suas ideias e do seu trabalho. Busque fazer mais, se exercitar, experimentar novas coisas e dar o “start” em tudo aquilo que você sempre se comprometeu, e está adiando há “séculos”. Comece aquela dieta hoje mesmo. Esperar a próxima segunda-feira significa permitir que a inércia permaneça. E isso vale para todos os seus objetivos: Conversar com seu chefe sobre aquela promoção, fazer aquela reunião com a sua equipe, criar aquele novo currículo, ligar para um possível investidor para sua ideia, marcar um café com aquele possível sócio, ligar para aquela garota, enviar aquele e-mail. Agora é o melhor momento para que a lei da inércia trabalhe a seu favor. Afinal, também faz parte dela a definição: O que está em movimento, tende a continuar em movimento.


Seja o primeiro!

Uma pista de dança, em toda festa, fica desconfortavelmente vazia até que algum “maluco” tenha a coragem de se aventurar e ir dançar primeiro. Depois que uma única pessoa está lá dançando, os outros vão com muito mais facilidade e quando você vê a pista está cheia. Gosto muito de pensar na coragem que temos que ter para dar esse primeiro passo.  Imagine alguém que vai saltar de paraquedas. Agora imagine-se na porta do avião, com a porta aberta, olhando para o mundo lá embaixo, já devidamente equipado e na força da decisão que precisa ser tomada para que o passo fundamental seja dado para fora do avião em direção ao “nada”. Imaginou? Então, o primeiro tem que ter mais coragem, mas é isso que o faz tão especial. Seja o primeiro a entrar na pista de dança, a pular da escuna no mar, a levantar os braços em uma montanha russa, a cantar no videokê do churrasco, a convidar “aquela” pessoa para sair, a assumir mais responsabilidade na empresa, a chegar mais cedo ou sair mais tarde quando algo importante estiver acontecendo, a contar uma ideia na reunião mesmo sem a certeza de que a ideia é realmente boa. E verá um monte de gente vindo atrás de você, sem que precise chamar e quando você menos esperar estarão seguindo a sua coreografia e dançando no seu ritmo. E é assim que nasce um grande líder.

Harlem Shake, novo sucesso da internet
Deixe de se preocupar com o que os outros vão pensar!

Sempre que queremos fazer algo inovador, diferente e corajoso e nos perguntamos: O que será que vão pensar de mim se eu fizer isso? A resposta que teremos, de nós mesmos, não será muito encorajadora. De toda forma, seguir a opinião de todo mundo, significa não sermos nós mesmos e hoje acredito que essa é nossa melhor opção: A autenticidade, a espontaneidade, sendo assim, use o bom senso sempre, mas siga aquilo que acredita ser o certo e não o que te pedem. Tem uma frase que diz: Pedir desculpas é melhor do que pedir permissão. Quando queremos mudar algo na nossa vida ela se torna ainda mais verdadeira, porque o medo das críticas ou da rejeição nesse caso, pode funcionar como um verdadeiro freio de mão para os seus projetos. Uma frase Celta diz: “Trabalhe como se não precisasse de dinheiro, ame como se nunca tivesse se machucado e dance como se ninguém estivesse olhando.” Penso que só assim seremos o melhor que pudermos ser e chegaremos o mais perto possível de onde queremos chegar.

Cresça sem perder a graça!

Lembre daquilo que você respondia, quando era criança, para a pergunta: O que você quer ser quando crescer? Bailarina, astronauta, bombeiromédicoprofessora, presidente, super-herói ou algo tão grandioso e realizador assim. Não importa. O que vale é traçar um paralelo entre o que você dizia, há tantos anos, que sonhava em ser e aquilo que você faz hoje. É mais fácil do que parece, é só encontrar a missão da profissão que significava a sua resposta na época e ver se dá para ser desenvolvida naquilo que você faz hoje. Educar, ensinar pessoas, formar uma equipe, salvar a vida de alguém, empreender, mudar o mundo. Se encontrou a forma de fazer isso, desempenhando a sua função de hoje, tenha certeza que tudo o que você precisa é direcionar aquele sonho para isso que você faz. Isso te fará descobrir a fórmula da motivação, aquilo que te faz fazer barulho e mostrar ao mundo o verdadeiro show que você é capaz de dar.


quarta-feira, 19 de junho de 2013

Cool Hunter: o profissional de tendências e inovação


Prever tendências e identificar inovações dentro de uma empresa muitas vezes torna-se segundo plano em meio a grandes metas e cobranças diárias. O cool hunter é o profissional curioso, pesquisador e é uma pessoa com sensibilidade para anteceder movimentos que irão acontecer no futuro ou percepção para analisar movimentos que estão acontecendo no presente.


Profissional cada vez mais importante no mercado de trabalho, o cool hunter é posicionado geralmente em empresas de pesquisa, em departamentos de desenvolvimento de produtos ou em planejamento de agências de propaganda. “O termo ‘cool‘ é pra mim um termo banalizado. ‘Cool’ é uma tendência mais corriqueira, que vem e vai logo embora. No mercado, o melhor seria chamarmos esse profissional de pesquisador de tendências ou trend designer, até para diferenciá-lo de pessoas sem experiência no ramo”, explica Marina Bortoluzzi, especialista em inovação.

Este profissional prevê tendências pelo acompanhamento do passado, do presente e do futuro, pelo cruzamento de movimentos e pelas mudanças bruscas de comportamento e de mercado. O desk research ou pesquisa preliminar é a metodologia mais usada, a pesquisa na Internet e as ferramentas e os filtros de busca. “Além disso, artigos, livros, revistas, presença em feiras e palestras, e observação em campo, por exemplo, nas ruas, são sempre bem-vindas. Analisar outros portais de tendências também é um parâmetro interessante” enfatiza Marina.

Habilidades de um cool hunter

Para Carolina Gauche, designer de moda, stylist e produtora de moda, cool hunter pesquisa muito: “Não só o factual, que acontece hoje, mas uma pesquisa completa sobre o que aconteceu e o que acontece no mundo hoje. Por exemplo, durante a 2a Guerra Mundial, com o racionamento de tecido, as roupas ficaram com as modelagens mais sequinhas. Então, o cool hunter tem que conhecer profundamente a história, a política, a sociedade, a indústria para desvendar o que pode ser ou virar tendência”.

Poucas são as empresas que têm um cool hunter. Elas geralmente contratam outras empresas, que são agências de tendências, que por sua vez fornecem pesquisas dos cool hunters. “É um serviço caro, porém muito conceituado. As melhores empresas têm essas assinaturas. Vale destacar que todos os profissionais de cool hunter estão no mesmo meio, no mesmo mercado, e por isso se respeitam muito”, exalta Carolina.

Quanto a necessidade das empresas de possuírem este tipo de profissional, a estilista e editora de Conteúdo do site Profissão Moda,  Ivna Macedo , conta que é  muito importante as empresas de criação investirem nesse tipo de profissional, pois eles irão trazer ideias inovadoras e olhares inusitados de situações que podem vir a se tornar diferenciais estratégicos no mercado.
“Além disso, é interessante que o profissional que atua nessa área não atue em outras áreas, como no setor de criação da empresa, por exemplo. O profissional de cool hunter precisa ter um olhar puro e que não seja contaminado com as situação diárias para poder trazer o diferencial para seu ambiente de trabalho”, resumi Ivna Macedo.