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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Carreira: O quanto você se prepara para as oportunidades que virão?


Milhares de postos de trabalho estão disponiveis hoje no mercado, porém não se encontram profissionais adequados e preparados a assumir tais desafios.

 Por que a falta de preparo dos profissionais disponíveis é tão grande? 

Qual deve ser a atitude a ser tomada?



É comum ver casos de pessoas que durante vários anos estão lá, na mesma empresa, mesma função ou cargo, mesmo salário e etc. Claro que podem estar nesta situação por opção, mas na grande maioria das vezes são pessoas que não foram à frente porque não se prepararam para as oportunidades que surgiram e, oportunidades passam!
Inúmeras matérias de TV, jornais e livros tratam de quão grande é hoje, o déficit de profissionais qualificados para assumirem as também inúmeras vagas disponíveis no mercado.
Milhares de empresas surgem todos os anos e para elas é fundamental ter pessoas realmente preparadas para assumir posições estratégicas para obtenção dos resultados. Posições estas que não necessariamente são de alto nível hierárquico, mas que fazem toda a diferença.
E você, está preparado ou se preparando? Se sim, ótimo! Se não, o que te impede de buscar isso?
Esta autoavaliação deve ser feita em paralelo com os objetivos de vida e carreira que o profissional traçou. É necessário que ele tenha bem claro em sua mente aonde quer chegar e quais degraus quer subir. Ele deve levar em conta quais são os passos e ferramentas para atingir tais metas.
Pontos como curso superior ou fluência em mais de uma língua não são mais diferenciais competitivos. É imperativo que os profissionais mais novos tenham o foco necessário para que consigam buscar e atender ao menos o básico exigido pelo mercado e com isso “começar” a galgar a carreira planejada.
Para os profissionais mais maduros e que já passaram de fases como a faculdade, por exemplo, devem saber que as atualizações constantes darão a eles novamente o poder competitivo e até mesmo certa vantagem sobre a nova geração, a famosa “y”.
Os muitos programas de incentivo aos estudos que os governos e até de instituições privadas promovem, tornam mais palpáveis a possibilidade de crescer profissionalmente. Empresas hoje gastam muito dinheiro preparando os profissionais que já deveriam vir preparados.
É fundamental que os atuais e futuros profissionais diagnostiquem qual o seu quadro atual e tomem as devidas providências para corrigir desvios e fechar gargalos que os atrapalhem no rumo à conquista de suas metas pessoais. Esta responsabilidade é pessoal e intransferível.
As oportunidades existem e continuarão a existir. Vocês às quer? Só depende de você!


Acesse:

@belezadecorpointeiro

Fonte: Site Administradores

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Carreira: Você é comprado conforme se apresenta


Créditos: Divulgação
Todas as empresas adotam comportamentos e trajes de acordo com a sua cultura interna. Empresas multinacionais, principalmente as européias, tendem a ser mais conservadoras quanto ao modo dos funcionários se vestirem.
Muitas vezes, estas regras são implícitas e, dependendo do nível hierárquico, ficam a cargo do bom senso do próprio funcionário.
Apresentamos a seguir algumas orientações para diminuir suas dúvidas sobre o assunto.

HOMENS
No vestuário masculino, o sapato deve ter a mesma cor do cinto. A meia segue a mesma regra. Dizem os entendidos em elegância masculina que a meia é como o juiz de futebol: quanto menos aparecer, melhor. É aconselhável também, em prol do conjunto, que a maleta acompanhe a combinação.
A gravata é a parte mais divertida e versátil do traje masculino. Com ela, o homem pode passar um pouco da sua personalidade e do seu estilo. Mas se você não for um expert em moda, escolha gravatas mais clássicas para não derrapar nas curvas da elegância. Gravatas cômicas, com estampas de personagens de desenho animado, por exemplo, não ficam elegantes nem para o Bill Gates…
As gravatas mais clássicas têm listras transversais, também chamadas de regimentais, por terem surgido na Inglaterra e serem usadas para distingüir os membros dos regimentos reais. São clássicas também as estampadas de cashemere ou com desenhos geométricos. Com elas, diminui-se o risco de errar.
As tonalidades variam muito, mas deve-se buscar as mais tradicionais, como preto, azul-marinho, vinho, bege ou amarelo.
Veja algumas combinações masculinas básicas:
- Terno preto + sapato preto + cinto preto + meia preta + camisa branca, azul, rosa, marfim, gelo, cinza escuro ou bege queimado + gravata regimental ou de bolinhas com fundo preto.
- Terno azul-marinho + sapato preto + cinto preto + meia preta + camisa branca + gravata com fundo azul-marinho com desenho amarelo ou vinho.
- Terno grafite + sapato preto + cinto preto + meia preta + camisa branca ou gelo + gravata com fundo vinho ou grafite com listras ou estampas.
- Terno marrom, cáqui ou bege + sapato marrom + cinto marrom + meia marrom + camisa marfim ou azul + gravata em tons de marrom ou amarelo.
Lembre-se que as combinações de tons que se aproximam são sempre as melhores.
As peças clássicas de cores básicas são sempre uma boa forma de não gastar muito, pois elas não saem de moda e podem estar no armário por um longo tempo.

MULHERES
Para as mulheres, possuir peças clássicas e de cores básicas é a grande chave para estar sempre elegante e bem-vestida no ambiente de trabalho.
Veja as peças que toda mulher deve ter no guarda-roupa:
- Vestidos modelo “tubinho” preto e em tons de bege (desde o marfim até o crocante ou bege queimado).
- Blazers preto e em tons de beje (se possível do mesmo tecido dos vestidos).
- Saias com comprimento discreto, próximo ao joelho, preta e em tons de beje.
- Sapato tipo escarpin com salto médio, nas cores preta e bege.
- Bolsa clássica média preta e outra marfim (esqueça as do tipo “mochila”).
- Meia fina cor da pele.
Com estes itens, é possível obter várias combinações e acrescentar blusas de cores variadas, tanto no inverno quanto no verão. Você também pode contar com o auxílio de echarpes e bijuterias discretas para estar sempre chique.
Lembre-se que perfume e maquiagem devem ser usados moderadamente e as unhas devem estar sempre pintadas com esmaltes claros.

CASUAL DAY
Algumas empresas adotam o casual day em algum dia da semana, geralmente às sextas-feiras, para descontrair um pouco a vestimenta no ambiente de trabalho, principalmente a masculina. Considerando formal o uso de paletó e gravata, estas empresas optam por uma “liberação” de roupa no último dia útil da semana.
O traje chamado casual pede calças de algodão, camisas pólo ou de algodão lisas, xadrezes ou listradas (mangas curtas no verão e compridas no inverno), sapatos de nobuck e meias de algodão. Um suéter nos ombros para as mudanças climáticas também cai bem. É permitido o uso de calça jeans, se adotado por outros colegas, já que no mundo empresarial, a melhor dica é não ser um elemento destoante. No entanto, evite o uso de calça jeans com camisa social, elas são imcompatíveis.
Para as mulheres, o casual day faz pouca diferença, pois sair do que é considerado correto para o uso durante a semana é um terreno arriscado de se pisar. Permita-se apenas um salto um pouco mais baixo ou uma bijuteria um pouco mais extravagante.

NA ENTREVISTA
Para entrevistas de emprego, a discrição e sobriedade são as palavras de ordem, que destacam o candidato. Colha o máximo de informações sobre a empresa onde estiver pleiteando uma vaga, inclusive sobre as regras adotas para trajes, e se prepare muito bem, pois você precisará se vender de forma eficiente. Um bom produto, além de uma embalagem bem cuidada, deve ter um conteúdo de qualidade.

HOMENS E MULHERES PODEM VALORIZAR A SUA APARÊNCIA
Para as mulheres, maquiagem, corte de cabelo, tintura, roupas e acessórios devem sempre seguir o mesmo estilo, combinando com a sua personalidade, seja ela clássica, esportiva, moderna ou exuberante.
Definido o seu estilo, estude sua aparência diante do espelho, identificando seus pontos fortes e fracos. Por exemplo, se você tem um belo colo, se seu olhar é expressivo, se seu contorno corporal é insinuante, se suas pernas são bonitas. Os homens devem fazer o mesmo exercício.
Identificados estes pontos, busque realçar os que são fortes e esconder ou disfarçar os fracos.
Procure comprar roupas de cores que combinem com você. Pense na possibilidade de investir em um novo corte de cabelo com a ajuda de um bom profissional.
É importante investir em si mesmo para levantar o astral.



Fonte: Site Catho

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Carreira: Fusão de empresas: o cuidado com os colaboradores


Fusão entre empresas

Uma onda de fusões entre grandes empresas percorre o mundo, e no Brasil não é diferente. Com o fim da crise e o crescimento da economia do país, foram em média 53 fusões ao mês no último ano, segundo a Secretaria de Assuntos Econômicos (SEAE), do Ministério da Fazenda. Em meio a todas essas organizações, estão envolvidos muitos profissionais, e as corporações devem dar uma maior atenção ao capital humano nesse período muitas vezes conturbado e cheio de mudanças.

O papel da área de Recursos Humanos das companhias é fundamental para a adaptação dos colaboradores neste novo contexto, onde culturas, valores e políticas se misturam e podem gerar conflitos organizacionais. Normalmente, quando a fusão acontece, acontecem cortes de funcionários e o clima nas empresas fica, geralmente, tenso – os profissionais pensam a todo o momento quando será o último dia na organização. A justificativa das corporações envolvidas é o ganho de competitividade no mercado e a redução de custos.

A gestão das expectativas dos colaboradores é muito importante. O RH deve transmitir que o objetivo principal de uma fusão é tornar a empresa muito mais competitiva, o que é bom para a companhia e para os que trabalham nela. Os funcionários devem sempre se preocupar em se destacar, mostrar seus valores, para que, no momento em que haver um corte de funcionários em caso de fusão, permaneçam na empresa. “Como definir, caso seja necessário, quem será demitido? Caso seja preciso realocar alguém para uma outra área, quem deve ficar no cargo antigo e quem deve mudar de setor? Esse é um ponto estratégico importantíssimo para uma fusão porque é nessa hora que as empresas fundidas vão ganhar engajamento e sinergia na operação”, expõe Guilherme Falchi, sócio-diretor da Hera Brasil, consultoria de qualidade de vida corporativa.


Importância da Comunicação

A empresa que anuncia uma fusão sem trabalhar a comunicação corporativa entra em colapso, pois todos os colaboradores se perguntarão, todos os dias, quando chegará a hora de suas dispensas. Se não for passada tranquilidade para os profissionais, não for informado passo a passo o que está acontecendo na corporação, o porquê da fusão, e não houver transparência para com o grupo, além de gerar um grande transtorno, desmotivação e falta de produtividade, pode acarretar grandes custos e prejuízos.
“Uma vez anunciada a situação de fusão para o mercado, deve haver reuniões frequentes com as equipes das empresas e praticar a valorização desse grupo de pessoas por meio dos gestores ou dos RHs das companhias”, observa Cintia Menegazzo, consultora de desenvolvimento organizacional e coach. De acordo com a consultora, se faz necessário tratar os profissionais com transparência e praticar conversas individuais com os mesmos, desde o início desse processo.

Uma fusão, da mesma forma que pode ser entendida como um obstáculo na carreira, pode também ser uma boa oportunidade de crescimento profissional. O colaborador poderá exercer suas atividades em uma empresa maior, com maior poder aquisitivo, mais poder no mercado e competitividade. “O empregado pode assim, ser promovido mais facilmente, desenvolver melhor as competências e isso agrega valor ao currículo, pois poderá informar que passou por um processo de fusão, continua na empresa e até foi promovido, por exemplo”, aponta Falchi.
Quando se trata de duas grandes empresas em um processo de fusão, sempre uma das políticas organizacionais prevalece e, consequentemente, isso gera grandes conflitos. Há uma sobreposição de valores e o RH precisa ser bastante estratégico e usar de  visão de negócio para transmitir os conceitos e valores que ficam. “Essa administração deve ser feita por meio da missão, visão e valores da empresa. Seja no grupo que é comprado ou no que compra a fração majoritária, têm que deixar os brios e as ambições de lado e olhar para o que é melhor”, informa Cintia. Ainda para a consultora, é necessário pensar em qual das políticas de RH ou de qualquer outro departamento são fundamentais para a sustentabilidade do negócio.

O lado do colaborador

O conhecimento técnico do cargo é muito importante para o profissional nesses momentos de fusão. Quem tem o domínio dos processos vai ser uma pessoa com muito mais facilidade de adaptação, caso seja necessário mudar a forma de como realizava determinadas tarefas. “Quem aprende apenas na prática, aprende de um jeito menos técnico. Já quem aprendeu conceitualmente como desenvolver as atividades tem uma maior flexibilidade”, opina Falchi. Cintia concorda e afirma que o colaborador deve somar formas diferentes de fazer o seu trabalho e sair da zona de conforto.
O profissional brasileiro ainda tem dúvidas do que é realmente uma fusão, não entende perfeitamente seus reais objetivos e a enxergam, muitas vezes, como um ponto negativo. “O brasileiro ainda não absorveu essa cultura de que a fusão pode ser positiva, se vista de determinados ângulos. Ela possui algumas armadilhas perigosas, e os colaboradores, em geral, devem estar atentos; são meros obstáculos dentro de algo que deve ocorrer para o bem”, finaliza Falchi.



quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Carreira: 5 erros na carta de apresentação


Erros na carta de apresentação

Apesar dos processos seletivos estarem cada vez mais informatizados, o lado humano ainda faz a diferença. É neste contexto que uma carta de apresentação bem elaborada pode destacar um profissional entre os demais concorrentes a uma oportunidade de emprego.

Com o corre-corre dos recrutadores e a chegada em massa de currículos, uma carta de apresentação bem feita pode chamar bastante atenção. Para você não errar na elaboração deste documento, que precede a visualização dos currículos pelos profissionais de RH, apontamos as principais falhas que devem ser evitadas:



1-Ser prolixo

A carta tem o intuito de uma breve apresentação de seu portfólio como profissional. Ela deve resumir aos recrutadores seu histórico de carreira, além de deixar claro seu poder de síntese e organização. Deve ter uma página, no máximo.

2-Generalizar o conteúdo

O maior objetivo da carta de apresentação é personalizar o contato. Enviar mensagens “genéricas” é algo que o recrutador percebe logo de cara, e que não pega bem para quem está atrás de uma nova oportunidade. Mencione sempre o nome e a empresa do destinatário.

3-Inserir informações incompletas

A carta de apresentação deve destacar pontos fortes e omitir pontos fracos do perfil do profissional. Colocar, por exemplo, formação acadêmica incompleta, inglês básico, entre outras informações que possam ser vistas de maneira negativa, prejudicam este contato inicial com o recrutador.

4-Mencionar características pessoais

Atributos de cunho pessoal não devem ser inseridos na carta, pois esse tipo de informação só será mencionado em um contato presencial, se questionado. Sobre as características profissionais, sim, elas deverão ser mencionadas conforme explicado acima.

5-Mesma carta para áreas distintas

É importante ressaltar que a carta de apresentação é um documento personalizado para uma oportunidade em questão. Portanto, caso tenha interesse em áreas distintas de atuação, o profissional deverá elaborar mais de uma carta.



quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Carreira: Jovens gestores e a (falta de) maturidade


Jovens gestores

Psicólogos americanos têm adotado uma nova orientação que prega que a adolescência agora vai até os 25 anos, e não apenas até os 18, como era praticado. As principais razões para este conceito é em consequência da neurociência ter mostrado que o desenvolvimento cognitivo de uma pessoa jovem continua em um estágio mais tardio e que, sua maturidade emocional, a autoimagem e o julgamento são afetados até que o córtex pré-frontal seja totalmente desenvolvido.


E como tudo isso pode impactar no desempenho de jovens gestores que chegam aos montes no mercado de trabalho? A maturidade profissional depende de fatores como a própria bagagem na carreira, algo que, muitas vezes, jovens com até 25 anos ainda não tiveram a oportunidade de vivenciar.
“Hoje os jovens encaram mais desafios desde pequenos, e a maturidade em certos âmbitos da vida chega até mais cedo do que tempos atrás. Os valores de liderança, que não são ensinados na escola e na faculdade, é que ficam carentes de maior desenvolvimento”, opina Robinson Carreira, presidente da Carreira Muller Consultoria Empresarial.
De acordo com Carreira, as novas tecnologias e os processos educacionais levam as pessoas à formações de identidade mais individualizadas. “Isso faz com que, muitas vezes, o profissional não se enxergue trabalhando em grupo ou em uma equipe dentro de uma empresa”, aponta.

Postura das empresas


As organizações são seduzidas pelo vasto conhecimento técnico e por determinadas habilidades adquiridas por jovens profissionais – cada vez mais a juventude chega com mais capacitação para exercer cargos estratégicos. A principal falha neste ponto é não avaliar que a inexperiência na profissão que, geralmente, desencadeia na falta de habilidade em lidar com pessoas e equipes.
“Ser líder é tomar decisões, e decidir de forma correta depende também da experiência profissional”, comenta Leda Machado, especialista em desenvolvimento organizacional e de pessoas e presidente da Lmachado.

Para minimizar os erros na promoção e contratação de jovens gestores, se faz necessário uso de ferramentas de análise, desde o processo seletivo, que apontem e identifiquem o perfil natural do candidato. Treinamentos de médio prazo também servem como recurso para desenvolver determinadas habilidades de gestão, fazendo com que os talentos não precisem se desligar das empresas.
“Seja na seleção ou na promoção, é preciso identificar o perfil correto de cada funcionário para determinado cargo”, completa Robinson Carreira.



quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Carreira: Como lidar com os bloqueios profissionais


Quando tentamos iniciar projetos ou colocar em prática uma ideia, nos deparamos com aquela sensação de inércia, geralmente, causada por bloqueios que poderão atrasar algumas tarefas e, até mesmo, o desempenho de modo geral. Somos bombardeados diariamente com informações, tecnologias e desafios que tendem a provocar uma trava mental, resultante, do receio do novo, do medo à rejeição e, também, da impaciência na espera da aplicabilidade de um processo.


Quando assumimos um projeto, por vezes, os bloqueios nos impedem de iniciá-lo por nos sentirmos incapazes de realizar a tarefa. Para Fábio Zugman, especialista em gestão de carreira, “os bloqueios podem se manifestar de várias formas. A pessoa evita a tarefa, arranjando outras coisas para fazer ocupando seu tempo, podem cair na boa e velha procrastinação, navegando na Internet e fazendo outras atividades que ‘parecem’ trabalho, mas, não são”.
É comum que estas pessoas adiem ou deletem tudo o que começam a fazer e podem até se pegar olhando para uma tela em branco, sem saber por onde começar. As sensações negativas como, desespero, sentimento de fracasso e incapacidade, faz com que acabem desistindo ou realizando um trabalho inferior, “em geral, são medos específicos de arriscar, de que o projeto não dê o resultado esperado e que isso coloque em risco a reputação da pessoa”, explica Sílvio Celestino, sócio-fundador da Alliance Coaching.

Este desconforto é ocasionado pelas expectativas de um projeto, como começar em um novo emprego, montar uma empresa ou escrever um livro – situações que podem parecer gigantescas no começo. É preciso entender que cada projeto é composto de vários passos, que devem ser dados um de cada vez. O que acontece quando as pessoas se sentem bloqueadas é que elas esperam resolver tudo em uma única vez ou esperam que seu trabalho e resultado final fiquem prontos e perfeitos na primeira tentativa.
“Geralmente, qualquer projeto de maior porte e resultado incerto envolve uma sequência de passos com vários erros e refinamentos. Isso é especialmente arraigado na época dos estudos, em que o erro é sempre punido e as respostas certas recompensadas. É precisa entender, no entanto, que fora do mundo acadêmico, os erros devem ser valorizados como parte do processo de aprendizado”, explica Zugman.
Para driblar bloqueios é importante sermos justos, identificando as causas e efeitos destas travas, pois no mundo corporativo vivemos a expectativa de novos acontecimentos diariamente e a vontade de criar e de trazer uma solução crível para os negócios, muitas vezes, é barrada por processos burocráticos.  Para Sílvio, desenvolver a capacidade de comunicação e de gerir conflitos são ferramentas importantes para vencer bloqueios. “Treine a escuta ativa, ou seja, a capacidade de comunicar-se por meio de perguntas relevantes ao seu interlocutor, de forma a fazê-lo pensar e agir de forma mais favorável a uma ideia ou projeto”, explica Celestino.


Administrando conflitos

É importante saber comunicar as pessoas responsáveis por esses bloqueios e a relevância de um projeto ou ideia, destacando o que agregará na operação da empresa ou para o cliente. Assim, todos estarão alinhados e contribuirão, em vez de criar ainda mais barreiras.
Outro fator importante é compreender que uma ideia pode ser simples para quem a teve, porém, quem recebe levará um tempo para aplicá-la, ou seja, administrar a impaciência e processar melhor uma sugestão é primordial para desbloquear as atividades. De acordo com Zugman,“quando temos uma ideia, é preciso prepará-la para o resto do mundo, e até adaptar de acordo com as opiniões que recebemos. O problema é que existe um mito de que as ideias nascem prontas e são frutos de seus criadores, e muitas pessoas as tratam quase como ‘filhas’. Uma ideia, quando está na cabeça de alguém, é apenas o embrião e tem muito a ser melhorada no caminho da sua realização. Não veja os passos como ‘burocracia’, mas, sim, como oportunidades de saber a visão dos outros, melhorar e mudar para torná-la cada vez mais viável”.

Após a administração de possíveis conflitos é hora de agir, coloque na cabeça que o momento certo para começar uma atividade ou mudança pode nunca aparecer. Então o melhor a fazer é iniciar a caminhada, mantendo-se alinhado com os superiores e com seus propósitos, “enfim, aprenda a argumentar com fundamento para que seja ouvido e respeitado nos momentos em que bloqueios surgirem”, conclui Celestino.


Fonte: Portal Catho

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Carreira: Como estimular a criatividade


Ser criativo é uma característica bastante exigida no universo corporativo atual. A competência de pensar diferente e inovar pode destacar o profissional perante a grande concorrência do mercado. Mas como estimular a criatividade no dia a dia?


Existe um mito por trás de profissionais considerados criativos. No meio empresarial o termo “criatividade” é visto como algo para poucos e, muitas vezes, estes indivíduos são taxados como os gênios e os mais talentosos da organização. Mas, na verdade, a capacidade de criar está na natureza de todos nós – alguns têm mais, outros menos.
O potencial de criar deve ser desenvolvido através do estímulo de coisas simples e da prática do dia a dia, como, por exemplo, o profissional ser exigido para executar um trabalho que saia do padrão. “Quanto mais ideias a pessoa tem, ou precisa ter, mais o cérebro desenvolverá essa habilidade. O aspecto externo também é muito importante, e quanto mais repertório e referências o indivíduo tiver, maiores as chances de ser criativo”, explica Conrado Schlochauer, sócio-diretor do LAB SSJ.

De acordo com Schlochauer, pessoas que lidam bem com o erro acabam traduzindo isso em liberdade, e conseguem criar mais. “O que as empresas buscam são pessoas com visão crítica, opinião própria, que possam fazer algo diferente”, aponta.

Componentes da criatividade

Segundo teoria de Teresa Amabile, professora da Havard Business School, e que  impactou bastante o mundo acadêmico e corporativo com sua obra The Social Psychology of Creativity (1983), o fator primordial da criatividade é a motivação intrínseca dos indivíduos.
Ela afirma que os três componentes para a criatividade são:

  • Expertise - Conhecimento sobre a área, treinamento e capacidades técnicas desenvolvidas. Ou seja, não é possível ser criativo em uma realidade onde não se tenha conhecimento.

  • Capacidade Criativa - Capacidade de olhar para os problemas, pensar os problemas, os resolver, e olhar para o contexto geral.

  • Motivação - As pessoas são mais criativas quando motivadas intrinsicamente, ou seja, esimuladas pelo empenho, prazer, descoberta pessoal e satisfação pelo próprio trabalho.


O papel das empresas

A criatividade não precisa ser encarada como algo revolucionário e “que mude o mundo”, mas sim algo mais simples. Ela deve ser vista como um recurso para flexibilizar a atuação em um ambiente com mudanças constantes, exatamente como acontece nas corporações.
Organizações que permitem que seus colaboradores entrem na zona de risco acabam dando maior liberdade para a criatividade. Criar é “pensar fora da caixa”, inovar, e quanto mais sai do padrão, maiores os riscos e incertezas a empresa terá.
“Quando dou minhas palestras, perguntou se existem pessoas criativas naquele momento. Poucos levantam a mão. Quando questiono quem consegue resolver problemas, muitos se manifestam. Mas, na verdade, solucionar problemas e ser criativo é a mesma coisa!”, conta o diretor do LAB SSJ.

Com essa liberdade de pensar e atuar, o engajamento dos profissionais é algo que naturalmente acontece. Construir um ambiente de criação faz com que o funcionário se sinta parte do contexto, pois enxerga que pode contribuir do seu jeito no desenvolvimento da empresa.
“Todos nós fomos crianças e já tivemos o lado lúdico e criativo mais aflorado. O diferencial está em permitir e deixar brotar ideias que sejam valorizadas pela cultura da organização onde atua”, opina Judite Wey, especialista em criatividade e inovação.
Para ela, onde mais devemos permitir a criação é em nós mesmos. “Acabamos ‘matando’ um pensamento diferente por autojulgar que não presta”, completa.


Fonte: Portal Catho