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quarta-feira, 19 de março de 2014

Carreira: 10 táticas de pessoas de sucesso para fazer o tempo render



De aproveitar o trajeto para o trabalho até manter um diário de "nãos", veja as estratégias de personalidades do mundo dos negócios para administrar o tempo

São Paulo - De nada vale um currículo impecável e habilidades que fazem qualquer chefe ficar boquiaberto, se você não sabe administrar bem o próprio tempo. Pois é.
Não é por acaso que pessoas bem sucedidas em suas devidas áreas de atuação encaram o tempo como um recurso valioso e, por isso, criam estratégias rebuscadas para lidar com ele.
Exemplo disso é o CEO da BP Capital que coloca telefone, e-mail e serviços de mensagens de lado para falar pessoalmente com as pessoas. Ou o editor da Newyorker.com que aproveita o trajeto que faz todos os dias ao trabalho para praticar exercícios físicos. Enquanto uma escritora de livros de gestão mantém um diário de "nãos".
Essas e outras experiências foram compartilhadas pelos chamados influenciadores do LinkedIn em uma série de produtividade lançada na rede social profissional.
Das 74 ocorrências sobre o assunto, selecionamos as mais interessantes (e plausíveis para a realidade do brasileiro). Confira e aprenda a fazer uma boa administração do tempo:
1-Siga a regra do 1 minuto
No dia a dia, a autora Gretchen Rubin cumpre à risca o lema: “Faça, sem procrastinar, qualquer tarefa que pode ser concluída em um minuto”. Ponto. “Algo bom da regra do um minuto é que eu não precisa que pensar em prioridades”, escreveu.
2-Tome o controle do seu smartphone
“Gerencie seu celular, não o deixe gerenciar você”, escreveu Richard Branson, fundador do Virgin Group. Apesar do tom dramático, ele não poderia estar mais certo.

Um olhar mais atento é suficiente para comprovar que, de ferramentas úteis ao trabalho, os smartphones estão se transformando em verdadeiros vilões do tempo.

“Algo muito ruim aconteceu com a chegada do smartphone. As reuniões ficaram mais longas. A razão é que as pessoas começam a checar seus e-mails em vez de prestar atenção no que está acontecendo”, disse no LinkedIn Shane Atchison, CEO da Possible.

Por isso, a primeira coisa que ela faz ao chegar em uma reunião é desligar o celular na frente de todo mundo e oloca-lo virado sobre a mesa. “Eu posso me concentrar melhor no negócio que está em nossas mãos. Sem distrações”, escreveu a executiva.
3-Use a tecnologia de um jeito inteligente
Com isso, caímos em um tema caro para quem tem que lidar o dia todo com tecnologia. Todas estas ferramentas podem ser fortes aliadas da sua produtividade – desde que você saiba como usá-las.

Comece, aprendendo alguns atalhos no teclado. “Toda vez que você usa seu mouse, você perde um pouco da sua vida”, brinca Charles Best, CEO da DonorsChoose.org. 

O mesmo acontece quando você se distrai com o alerta de algum e-mail ou investe tempo no ato de lembrar as diferentes senhas. Por isso, aconselha o executivo, lime as notificações e use aplicativos como 1Password que armazena e gerencia senhas, por exemplo. 

“Eu abraço as novas tecnologias e aprendo como usá-las e otimizo meu smartphone organizando as informações”, disse David H. Stevens, CEO da Mortgage Bankers Association.

4-Colonize seu e-mail

Na hora de lidar com o e-mail, é preciso ser estratégico. Por isso, todos os dias, Gary Shapiro, CEO da Consumer Electronics Association, mantém o hábito de cancelar a inscrição de alguma newsletter ou grupo de e-mails.

Outra estratégia dele é criar um jogo para ler todos os e-mails. “Sempre que tenho menos que 100 mensagens na minha caixa de entrada, jogo uma partida do ‘Words with friends’ – meu jogo favorito”, brinca.

Outra tática do executivo é usar serviços de reconhecimento de voz, como a Siri da Apple, para ditar e-mails e respostas. 
5-Escolha o ao vivo
Em tempos de WhatssApp, e-mails e smartphones, a comunicação “tête-à-tête, em alguns locais, virou mito. Exceto para T. Boone Pickens, CEO do BP Capital e da TBP Investments Management. 
Para o empresário, a comunicação ao vivo é a melhor e mais eficiente estratégia para administrar o tempo e, de quebra, alimentar a inovação. 
“Eu quero saber o que minha equipe está ouvindo, lendo e pensando”, escreveu em sua página no LinkedIn. “Se eles não estão falando comigo, eu os procuro e pergunto”. 

6-Torne o trajeto para o trabalho útil 
Você já contabilizou quantas horas dedica ao percurso de ida e volta para o trabalho todos os dias. Calculou? Então, imagine o volume de atividades que você poderia aproveitar para fazer neste espaço de tempo. 
De praticar inglês ou ouvir notícias (para quem vai dirigindo) até ler o jornal ou um livro (para quem vai de carona ou de transporte público), dá para fazer quase de tudo no percurso. 
Nicholas Thompson, editor da Newyorker.com, decidiu aproveitar este tempo para ... fazer uma atividade física. Regularmente, ele aproveita o trajeto para o trabalho para correr. 
“Alguns dias, eu corro para o trabalho; em outros, para a casa; raramente, faço os dois”, contou no LinkedIn. “Eu levo cerca de 45 minutos para ir de metrô e 1 hora e cinco minutos para ir correndo”.

Enquanto corre, o jornalista ainda ouve podcasts ou o áudio de algum livro. E, segundo ele revelou, Thompson deixa um sapato e outras roupas de escritório na redação para não ter que levar peso.
7-Cultive o não
Ferramentas e métodos de gestão de tempo são inúteis se você não praticar uma ideia: a de falar não.
Recusar convites ou pedidos não é suficiente. A proposta é falar não para si mesmo: não para o impulso de acessar o Facebook, não para o hábito de ficar horas no cafezinho, não para o vício em e-mails ou em reuniões longas e por aí vai.
Para se motivar e mensurar os próprios avanços neste sentido, a autora Beth Kanter mantém um diário dos não que concede ao longo dos dias.
“Escrever e refletir sobre isso (...) não apenas me deu as palavras para falar não de um jeito gentil no futuro, mas também me ajudou a apertar o botão de pausa”, escreveu. “Esta pausa me ajudou a compreender as situações e os padrões em que eu deveria mudar meu sim inicial para um não”. 
8-Coloque cordenadas 
“Ao mapear seus pensamentos de um jeito visual, você ativa insights na sua mente”, escreveu Michael Powell, CEO da NCTA. Por isso, em vez de criar uma lista de tarefas linear, o executivo organiza as próprias ideias seguindo um modelo de fluxograma.

“Comece com uma ideia central no meio e desenhe conexões com outras imagens e ideias”, descreve.
9-Acerte seu relógio biológico
Se autoconhecimento é fundamental para crescer na carreira, em termos de gestão de tempo, esta necessidade deve ser levada até as últimas consequências. Pelo menos, é isso que Sallie Krawcheck, chefe da rede de networking feminino 85 Broads, faz.

Ela descobriu que seu relógio biológico funciona muito bem nas primeiras horas do dia. “Eu nunca sou tão produtiva quanto às 4 horas da manhã”, contou no LinkedIn. “Essa é a hora do dia em que eu, geralmente, tenho uma onda de ideias (algumas delas, realmente, boas)”.
10-Aproveite o máximo das reuniões
As reuniões (e como torná-las mais eficientes) estão na pauta de boa parte dos participantes da série do LinkedIn.
Daniel Portilho, da Greylock Partners, por exemplo, não aceita um convite para uma reunião se o encontro não tiver uma pauta. “O planejamento (...) força as pessoas a pensar como o tempo será usado e se há outros meios para cumprir o objetivo sem ter que se encontrar”, disse.

Agora, quando elas forem necessárias, dá para economizar tempo ao executá-las. Por isso, a equipe de Brad Keywell, cofundador do Lightbank e Groupon,já se acostumou a fazer reuniões diárias em pé.
“A meta é simplesmente ter certeza de que todos farão o melhor uso do seu tempo nas próximas 24 horas”, escreveu.

Se isso não for possível, uma medida simples para tornar os encontros corporativos mais eficientes é fugir da mania de ser multitarefa.
“Minha companhia pesquisou como as pessoas trabalham e descobriu que o ato de ser multitarefa pode criar tanta distração que a pessoa perde o equivalente a 10 pontos de QI”, afirmou Arne Sorenson, CEO do Marriott International. 

Fonte: Revista Exame


Rir é a melhor opção... Nem sempre o mundo corporativo te leva a sério!


quarta-feira, 12 de março de 2014

Carreira: Um retrato da presença das mulheres no mercado de trabalho


Ainda no clima do Dia Internacional das Mulheres, que na verdade, são todos os dias... rs

Levantamento do Page Group mostra em quais áreas e posições as mulheres ainda são raras e onde elas dominam, confira:











Fonte: Revista Exame



quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Carreira: 4 habilidades que brasileiros têm e as multinacionais adoram


Brasil é celeiro de executivos para multinacionais, diz o headhunter Thiago Pimenta, da Flow. Entenda por que os brasileiros se destacam


São Paulo – “Com toda a certeza, o Brasil é um celeiro de executivos para as multinacionais”. Quem diz isso é o headhunter e sócio da FLOW, Thiago Pimenta.
De acordo com ele, os profissionais brasileiros têm características muito valorizadas pelas grandes empresas nacionais e estrangeiras, sobretudo as multinacionais.
Prova disso é que nunca o número de brasileiros no comando de companhias globais foi tão alto quanto agora, diz Pimenta. E, a tendência é de crescimento, de acordo com ele.
“No caso de expatriações longas, é analisada a performance do profissional no Brasil e a transferência passa a ser parte do plano de carreira dele, visando a troca de experiências entre matriz e filial, e desenvolvimento do profissional”, diz Adriana Freddo, sócia da EMDOC - Consultoria Especializada em Mobilidade Global.
Mas o que torna os executivos brasileiros tão disputados pelas multinacionais? Para o especialista, trata-se de uma conjunção de qualidades ligadas à própria história político-econômica do país. Confira quais são:
1 Habilidade de gestão com restrição de recursos e instabilidade
Com o histórico de instabilidade econômica e política do Brasil, Thiago Pimenta afirma que os executivos na faixa dos 45 anos “já viram de tudo”.
De acordo com ele, quem começou a carreira há 30 anos enfrentou a hiperinflação e cenário de liquidez restrita, entre outros muitos desafios próprios das décadas de 1980 e 1990
“Tendo em vista esta curva de aprendizado, quando há um cenário estável, esses executivos tiram de letra”, diz. Executivos que viveram profissionalmente esta época se acostumaram a seguir o lema: “fazer mais com menos”.
Inovação e criatividade são qualidades que despontam em quem consegue trazer resultados mesmo em cenários adversos, segundo Pimenta. E as multinacionais reconhecem esse talento e a necessidade de profissionais com esta bagagem, diz o especialista.
2 Capacidade de lidar com gap educacional da equipe
As empresas brasileiras tentam suprir deficiências de seus funcionários - no que diz respeito à qualificação técnica - com a oferta de treinamentos e cursos. O gap educacional, diz Pimenta, é um problema que afeta companhias instaladas no Brasil, há tempos, por isso os executivos já estão preparados para lidar com isso.
Ao chegar no exterior e trabalhar com equipes altamente especializadas, a evolução é natural, segundo o especialista.
3 Trabalho em cenários multiculturais
A heterogeneidade da população brasileira é fato. Diferenças culturais são uma constante nas empresas brasileiras e não assustam mais os chefes. “Operar em uma cultura heterogênea é um desafio e as multinacionais enxergam no executivo brasileiro este potencial, o que naturalmente conta pontos a favor”, diz Pimenta.
Ele explica que o aprendizado a que o executivo está exposto no Brasil não se repete em outras localidades. 

“Países como Noruega, Suécia são muito homogêneos e não incitam este tipo de oficina. No Brasil o executivo precisa ser um camaleão para extrair informações e desenvolver a equipe”, diz.

4 Saber operar em áreas territoriais extensas
País de dimensões continentais, o Brasil só perde, em tamanho, para Rússia, Canadá China e Estados Unidos. Aliada ao enorme território a carência de infraestrutura dá contornos ainda mais desafiadores às operações das empresas por aqui.
“Um diretor de uma mineradora de ferro, há alguns anos, tinha dois portos para escoamento da produção, por exemplo”, diz Pimenta. Para ele, todos esses obstáculos provocam os profissionais a achar soluções que “não estão na mesa”. “Os brasileiros são criativos, e não estou falando do jeitinho brasileiro, me refiro à criatividade responsável, o executivo está acostumado a trabalhar com pouco”, diz.

Fonte: Revista Exame


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@belezadecorpointeiro



quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Carreira: O quanto você se prepara para as oportunidades que virão?


Milhares de postos de trabalho estão disponiveis hoje no mercado, porém não se encontram profissionais adequados e preparados a assumir tais desafios.

 Por que a falta de preparo dos profissionais disponíveis é tão grande? 

Qual deve ser a atitude a ser tomada?



É comum ver casos de pessoas que durante vários anos estão lá, na mesma empresa, mesma função ou cargo, mesmo salário e etc. Claro que podem estar nesta situação por opção, mas na grande maioria das vezes são pessoas que não foram à frente porque não se prepararam para as oportunidades que surgiram e, oportunidades passam!
Inúmeras matérias de TV, jornais e livros tratam de quão grande é hoje, o déficit de profissionais qualificados para assumirem as também inúmeras vagas disponíveis no mercado.
Milhares de empresas surgem todos os anos e para elas é fundamental ter pessoas realmente preparadas para assumir posições estratégicas para obtenção dos resultados. Posições estas que não necessariamente são de alto nível hierárquico, mas que fazem toda a diferença.
E você, está preparado ou se preparando? Se sim, ótimo! Se não, o que te impede de buscar isso?
Esta autoavaliação deve ser feita em paralelo com os objetivos de vida e carreira que o profissional traçou. É necessário que ele tenha bem claro em sua mente aonde quer chegar e quais degraus quer subir. Ele deve levar em conta quais são os passos e ferramentas para atingir tais metas.
Pontos como curso superior ou fluência em mais de uma língua não são mais diferenciais competitivos. É imperativo que os profissionais mais novos tenham o foco necessário para que consigam buscar e atender ao menos o básico exigido pelo mercado e com isso “começar” a galgar a carreira planejada.
Para os profissionais mais maduros e que já passaram de fases como a faculdade, por exemplo, devem saber que as atualizações constantes darão a eles novamente o poder competitivo e até mesmo certa vantagem sobre a nova geração, a famosa “y”.
Os muitos programas de incentivo aos estudos que os governos e até de instituições privadas promovem, tornam mais palpáveis a possibilidade de crescer profissionalmente. Empresas hoje gastam muito dinheiro preparando os profissionais que já deveriam vir preparados.
É fundamental que os atuais e futuros profissionais diagnostiquem qual o seu quadro atual e tomem as devidas providências para corrigir desvios e fechar gargalos que os atrapalhem no rumo à conquista de suas metas pessoais. Esta responsabilidade é pessoal e intransferível.
As oportunidades existem e continuarão a existir. Vocês às quer? Só depende de você!


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@belezadecorpointeiro

Fonte: Site Administradores

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Carreira: 11 comportamentos essenciais para ser mais resiliente


Confira quais são os principais pilares comportamentais da resiliência, característica muito valorizada nos profissionais hoje em dia

Há algum tempo, a palavra resiliência deixou o campo da Física e ganhou importância como atributo pessoal em processos de seleção e de avaliação de profissionais.
Usado para identificar aquelas pessoas que conseguem superar dificuldades e desafios e se fortalecerem partir destas situações adversas, o conceito de resiliência sempre esteve ligado à capacidade de flexibilidade de objetos e materiais que voltam ao estado natural após sofrerem pressão, como é o caso de uma mola, por exemplo.
A importância da resiliência para carreira é grande. “No fim do dia, quem cresce na empresa, além de ter competência, é quem, de fato, é resiliente”, diz Yuri Keiserman, diretor executivo da Vetor Editora, que comercializa a EPR (Escala dos Pilares da Resiliência), teste organizacional que avalia o potencial de resiliência de profissionais.
Para ele, os altos níveis de cobrança por resultados e a competitividade presente nas organizações justificam a necessidade de pessoas resilientes. “A gente leva muita pancada. Vivemos situações que poderiam nos frustrar todos os dias”, diz o executivo.
O teste, elaborado pelas especialistas Tábata Cardoso e Maria do Carmo Fernandes Martins, tem como base uma escala de fatores - chamados de pilares - que contribuem para um comportamento potencialmente mais resiliente. Por ser uma qualidade que depende de fatores também externos, como educação, família e vivência, o teste não indica se o profissional é ou não resiliente mas mostra a força das estruturas internas que apoiam este tipo de atitude. Confira quais são os pilares comportamentais em jogo na resiliência:
1 Encarar mudanças e dificuldades como oportunidades
É o que o teste EPR identifica como aceitação positiva de mudança, explica Rodrigo Fonseca, gerente corporativo da Vetor. “É aceitar que a mudança é uma oportunidade de crescimento, ter a visão de que as adversidades enfrentadas trazem essa possibilidade”, diz Fonseca.
2 Autoconfiança
É um comportamento relacionado à segurança que o profissional tem para encarar as diversas situações que se apresentam. “É a pessoa se sentir confiante para enfrentar desafios”, explica Fonseca.
3 Autoeficácia
Refere-se à percepção que a pessoa tem da sua própria capacidade. “É acreditar na competência, se sentir capaz”, explica Fonseca. Muitas vezes a pessoa pode até não ter potencial alto de inteligência, mas se tiver autoeficácia, diz Fonseca, vai se esforçar além do normal o que acabará compensando eventuais deficiências.
4 Bom Humor
Neste contexto é analisada a capacidade que a pessoa tem de usar o bom humor para lidar com momentos de stress. “As pessoas que tem bom humor se esforçam para tornar o ambiente mais leve em situações difíceis”, diz Fonseca.
5 Controle emocional
Ataques de ira não são próprios das pessoas flexíveis. “Uma reação desproporcional mostra uma falta de resiliência”, diz Yuri Keiserman.
O controle emocional permite ao profissional agir com mais calma e a não perder o foco. “Quem tem autocontrole consegue expressar adequadamente sua emoções o que permite enfrentar melhor situações difíceis”, diz Fonseca.
6 Empatia
Manter um comportamento resiliente pede uma boa dose de empatia. Saber se colocar no lugar do outro é essencial para minimizar e solucionar conflitos, segundo os especialistas. “No ambiente de trabalho, as relações podem ficar desgastadas porque são intensas e frequentes, por isso a importância da empatia é extrema”, diz Keiserman.
7 Independência
É um conceito bastante próximo da autonomia, de acordo com Fonseca. Pessoas independentes não se isolam mas também não são dependentes dos outros para desenvolver suas tarefas, atividades e projetos. “É não ter o receio de travar, de empacar”, diz Keiserman.
8 Otimismo
O nome técnico deste comportamento na EPR é orientação positiva para o futuro. Ou seja, as pessoas com esta característica têm esperança no que está por vir em suas vidas. “Mas não significa que não se preocupem com o futuro”, afirma Fonseca.
9 Reflexão
Ter a capacidade de analisar e refletir quando o mundo estpa desabando ao seu redor é um dos pilares que apoiam uma pessoa de atitude resiliente, de acordo com Fonseca. Geralmente pessoas assim conseguem encontrar as melhores soluções para os problemas.
10 Sociabilidade
Está ligada ao bom relacionamento interpessoal. Quem tem esta característica consegue criar vínculos com as outras pessoas. Quem desenvolve a sociabilidade apoia a equipe e é apoiado por ela, explica Fonseca.
11 Valores positivos
Pessoas que seguem seus valores e princípios acabam sendo mais resilientes, de acordo com Fonseca. Segundo ele, não se trata de qual valor a pessoa tem e, sim, da importância que ela dá a eles. “Cada um tem seus próprios valores, ter essa orientação é que é muito importante”, explica Fonseca.
Fonte: Revista Exame


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@belezadecorpointeiro

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Carreira: Delegação de tarefas x Autoritarismo


Delegação de tarefas x autoritarismo
A linha entre saber delegar tarefas e ser autoritário pode ser bastante tênue. Ter a habilidade de distribuir tarefas e projetos para equipe é algo cada vez mais exigido para os gestores, e o universo corporativo está extinguindo, pouco a pouco, os chefes mandões.

Distribuir tarefas exige confiança e também consciência por parte do gestor, pois o liderado pode tomar ações e resolver questões com ideias diferentes e até melhores em determinadas situações. “O líder precisa ser um inspirador. Ele deve fazer com que a equipe acredite nos projetos desenvolvidos, pois desta forma o time se envolverá e vai atingir as metas em parceria”, pontua Luiz Wever, sócio da Odgers Berndtson, consultoria de seleção de altos executivos.
De acordo com Wever, a liderança é composta por conhecimento técnico, capacidade de planejamento, comunicação e ética. “Estas características são utilizadas no mercado de trabalho para avaliar gestores e conseguem sintetizar bem os fundamentos de um bom líder”, explica.'

Ambiente colaborativo

Ter um relacionamento saudável com o gestor é algo bastante valorizado. De acordo com a última Pesquisa dos Profissionais Brasileiros, realizada com 53.622 pessoas, ser reconhecido pelo líder e ter voz ativa com o mesmo estão entre os itens que mais motivam os profissionais.
As vantagens de um ambiente colaborativo e de confiança é promover mais agilidade nas ações – o gestor deixa de ser o gargalo nos processos. Se todas as decisões tiverem que passar pela aprovação do líder, o ritmo da entrega de resultados, muito provavelmente, será lento.
“É muito desmotivador para um subordinado ter que interromper seu trabalho para pedir a ‘benção’ de seu chefe para tomar qualquer decisão. O profissional se sente como uma criança monitorada”, aponta a sócia Sisgen Consultoria, Maria Cristina Costa.


Cultura da organização

A cultura colaborativa e de participação depende primeiramente do alto escalão da empresa. Se o CEO não compactua com esta atmosfera, haverá ruídos na gestão da organização como um todo – o discurso não pode ser diferente da atitude do dia a dia.
“Um bom gestor deve ter a consciência que não é o melhor entre as habilidades e competências necessárias na equipe, mas sim o profissional capacitado para delegar tarefas e saber quem são os membros mais capazes de executar determinados projetos”, comenta Luiz Wever.
A presença de um líder que saiba delegar tarefas e que dê autonomia é essencial, pois desta forma os membros da equipe aumentam suas oportunidades de crescimento dentro da empresa e no desenvolvimento profissional, além da satisfação pessoal, que hoje é algo fundamental.


Fonte: Catho

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Carreira: 5 atitudes que desagradam o seu chefe



“Pense antes de falar” é sempre uma boa política – e no ambiente corporativo isto se torna ainda mais importante: dizer e/ou fazer a coisa errada pode trazer sérios danos à carreira. Por isso, é preciso estar atento à qualidade do trabalho que está sendo feito. Manter em dia o feedback dos colegas e principalmente do gestor direto é outra fonte segura para não se preocupar com comentários negativos.


consultora organizacional e diretora da RHUMO Consultoria, Lara Castro, listou algumas atitudes que os profissionais devem evitar para terem pontos positivos com o chefe:


1. Fazer muitas perguntas

É fundamental tirar qualquer dúvida e ter as instruções claras no momento que for designado a desenvolver uma tarefa ou projeto. Esclarecer cada pequeno detalhe todos os dias, mostra despreparo e falta de confiança no próprio trabalho. Profissionais que, ao menor sinal de dificuldade, correm atrás do gestor pra resolver problemas são vistos com maus olhos. Esse tipo de ação pode soar ainda pior caso você tenha dúvida sobre algo que deveria saber.
Atitude correta: Verifique com seus colegas de trabalho se eles podem preencher informações que tenha perdido. Preste atenção quando seu gestor repassar as tarefas, e tente encontrar maneiras de resolvê-las sem ter que checar com ele todas as etapas do processo.


2. Responder a pergunta errada

Se o seu líder faz perguntas como, o que você tem na sua lista de afazeres para o dia, ele pode estar procurando informações sobre como você está priorizando seu trabalho, se é organizado, ou até mesmo se você sabe bem o que deve fazer. Os chefes geralmente não fazem perguntas diretas, pois as pessoas não responderiam com sinceridade, portanto, é preciso identificar o que está subentendido.
Atitude correta: Quando seu chefe faz perguntas, responda literalmente, mas leia as entrelinhas e tente fornecer as informações que ele realmente quer e precisa.


3. Criar um caos sem motivo aparente

Se um projeto vai mal, você procura desesperadamente motivos para descobrir quem é o responsável, ou explora soluções? Você chama a responsabilidade pra si?
O que um liderado considera uma crise pode ser completamente diferente aos olhos da liderança e dos demais. Criar pânico desnecessário e se expor emocionalmente só contribui para aumentar, em vez de reduzir o caos.
Atitude correta: Fomente sua decisão para situações de risco a partir da cultura do seu departamento, tomando como exemplo algo semelhante que seu chefe já tenha feito. Observe seus colegas de equipe, se eles estiverem calmos, mesmo com um problema sério a ser resolvido, não há nenhuma razão para que você envie e-mails, em pânico, à procura de respostas. Se o seu gestor acredita na sua equipe, você também deve fazer o mesmo.


4 . Mostrar-se com problemas sem soluções

Este é provavelmente o clássico, falar sobre um problema ou desafio que você está enfrentando é o maior erro que você pode cometer com o seu superior direto.
O intuito é não criar mais trabalho para seu chefe, para que ele possa cuidar de problemas acima da sua alçada, por isso não espere ter todas as respostas prontas, ajude-o!
Atitude correta: Elabore um plano de ação e ofereça ao seu gestor quando você estiver com problemas. Mesmo que ele não o adote, mostra que você não esperou alguém resolver tudo sozinho.


5. Desmerecer o líder

Há muitas maneiras de prejudicar a autoridade do chefe, principalmente quando se retém uma informação ou se faz algo fora do que foi desenhado anteriormente por ele.
Atitude correta: Líderes geralmente não gostam de surpresas. Mantenha o seu gestor atualizado sobre o progresso que você conseguiu com os projetos que está trabalhando, incluindo detalhes que você pode pensar que não são importantes.



Fonte: Catho

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Carreira: Quais são as premissas para o conteúdo gerar relevância?


Marcas, agências e veículos de comunicação procuram entender quais são as melhores práticas para chamar a atenção das pessoas. Entregar entretenimento e serviço cria maior valor


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O público tem nas mãos hoje a decisão para poder escolher o que vai assistir ou comprar, quando e por qual mídia. Nesse cenário, cresce o investimento em ações que despertem a atenção de potenciais consumidores em meio à fragmentação dos canais e pontos de contato, de maneira a conseguir construir um relacionamento verdadeiro e duradouro entre as pessoas e as marcas. Tanto os anunciantes, como as agências e os veículos de comunicação procuram entender quais são as melhores práticas para criar relevância no mundo atual.

A produção de conteúdo customizado pode ser um caminho para se trabalhar vendas e brand equity, embora muitas vezes as duas instâncias cheguem a ser vistas como antagônicas pelos profissionais da área. E para que o conteúdo, de fato, agregue resultado, é preciso que se invista numa estratégia baseada no que a marca tem para oferecer de inovador e transformador. O consumidor conectado em diversas plataformas passa a demandar um relacionamento 360°, sendo os jovens aqueles que mais valorizam este tipo de abordagem em relação aos produtos e serviços que consomem.
Os 12 milhões de brasileiros entre 18 e 25 anos que correspondem a 17% da população das principais regiões metropolitanas do país querem fazer parte da história das marcas e interagir com elas, conforme mostra a pesquisa “O jovem digital brasileiro” desenvolvida pelo Ibope Media em parceria com o YouPix em 2012 e 2013. “Como é consumir marca nesse universo em que as amarras que fazem sentido no que falamos são feitas pelas pessoas e não por nós? Como é tratar o poder da marca quando ela já não o tem mais? Temos que despertar no consumidor não mais a audiência, mas a atenção. Se não criar conteúdo relevante para que a atenção se volte para mim, a ação passará totalmente despercebida”, diz João Ciaco, Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, Diretor de Publicidade e Marketing de Relacionamento da Fiat para o Brasil e América Latina e Presidente da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), em entrevista ao Mundo do Marketing.
Importância do propósito
Um questionamento comum é se qualquer marca tem potencial para produzir conteúdo de qualidade. A resposta é não. “Trabalho com branded content há 17 anos e hoje digo que conteúdo não é para toda marca. Ela tem que ter convicção sobre si própria e sobre a visão transformadora que está colocando no mercado. O que mais tem é marca sem propósito por aí”, comenta Giovanni Rivetti, CEO da New Content, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Diferentes motivos podem justificar a criação de uma empresa, como uma oportunidade tática de negócio ou uma proposta de preço num determinado segmento. Ao longo do seu percurso, o seu propósito pode ter se perdido ou, até mesmo, pode nunca ter existido. Ter ou não um propósito não tem relação com o porte da companhia, e sim com a filosofia com a qual foi fundada. “Muita marca pequena e local tem um dono com uma visão muito clara do motivo de existir o seu negócio e de sua relevância para a vida das pessoas. Talvez ele não tenha dinheiro para investir em conteúdo como as grandes marcas, mas tem a base para fazer isso”, ressalta.

O conselho para o desenvolvimento de uma boa estratégia de conteúdo é investir tempo numa reflexão sobre a marca e sua proposta de valor para o mundo. “Quantas vezes, ao longo do dia, me deparo com briefings que não são de propósito original e passível de ser transformado em conteúdo? Se a partir de uma reflexão você encontrar uma verdade profunda e inspiradora na marca, tenha certeza de que desenvolverá uma belíssima estratégia”, resume Giovanni Rivetti.

Interesse por histórias
As empresas que têm dificuldade em encontrar o seu propósito podem tentar desenvolvê-lo por meio de um exercício de branding. No entanto, as visões mais inspiradoras e poderosas costumam ser as genuínas. “Uma marca sem proposta não consegue fazer conteúdo: no máximo, uma propaganda comprida. Aquilo não oferecerá entretenimento ou serviço, que são as duas principais instâncias do conteúdo customizado”, comenta o CEO da New Content.

Num cenário em que os produtos estão comoditizados, as pessoas compram histórias. Ao beber um RedBull, você aceita um convite para o  experiencialismo e protagonismo que a marca vende. Ela também pode ser uma construção como a do sorvete Häagen-Dazs, que busca aparentar ter origem escandinava.  Isso não chega a incomodar o consumidor, desde que haja uma coerência na postura da empresa, na apresentação da embalagem e em sua presença nas mídias sociais. “A marca tem que descobrir o seu propósito, pensar na maneira de traduzi-lo em sua linha editorial e buscar uma interseção entre os seus valores e os do público. Mas, além de dizer o que as pessoas querem ouvir, é preciso dar espaço para que elas falem também”, analisa Roberto Cassano, Diretor de Planejamento e Estratégia da Agência Frog.
A grande oportunidade do conteúdo é a conexão emocional com o consumidor e isso só vem de uma narrativa poderosa oriunda da própria marca. “A partir do momento em que tenho uma causa de conteúdo estabelecida, posso passar a definir tom, abordagem, linguagem e, consequentemente, formato. Por isso a estratégia de conteúdo tem que vir antes da escolha se será uma revista, uma websérie, um portal proprietário ou um viral”, pontua Giovanni Rivetti, CEO da New Content.
Case “Retratos da Real Beleza” da Dove
No 60º Cannes Lions Festival de Criatividade deste ano, o case Retratos da Real Beleza desenvolvida para a Dove-Unilever pela agência Ogilvy Brasil ganhou o Grand Prix de Titanium, primeiro da história da publicidade brasileira, e outros 18 Leões de Ouro. A ação mostrava um especialista em retratos falados desenhando mulheres segundo suas próprias descrições e, em seguida, comparando com o resultado da descrição feita por outra pessoa. O sucesso da produção promovida inicialmente nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Brasil fez com que o vídeo fosse traduzido para mais de 25 línguas em 45 canais regionais da marca no YouTube.

Diante da quantidade de vídeos de marcas disponíveis na web, é uma minoria que se destaca, contagia e passa a ter uma dinâmica de compartilhamento viral como a de Dove. “São pouquíssimos que têm qualidade de conteúdo. Não me refiro à qualidade de câmera ou elenco. Estou falando de argumento, de narrativa, da capacidade de tocar e de realmente emocionar pessoas”, destaca Giovanni Rivetti.
A marca Dove tem uma proposta de valor muito clara, que é a de apoiar essa mulher ansiosa e angustiada com a ditadura da beleza da grande mídia. Foi a partir dessa plataforma transformadora que Fernando Machado, Vice-Presidente Global de Dove Skin, pediu a sua rede de agências no mundo para que enviassem ideias com base num briefing de apenas uma linha: como ajudar as mulheres a não se sentirem tão angustiadas com a questão da beleza. “Com um epicentro narrativo tão forte, Fernando Machado pôde abrir para a experimentação. O que teve de diferente foi isso e a tomada de risco, que era baixo, porque todos sabiam exatamente o que a marca queria dizer. As ideias que voltaram das agências estavam alinhadas e ele conta que foi difícil escolher apenas uma”, relembra o CEO da New Content.
Fonte: Mundo Marketing

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Carreira: Fusão de empresas: o cuidado com os colaboradores


Fusão entre empresas

Uma onda de fusões entre grandes empresas percorre o mundo, e no Brasil não é diferente. Com o fim da crise e o crescimento da economia do país, foram em média 53 fusões ao mês no último ano, segundo a Secretaria de Assuntos Econômicos (SEAE), do Ministério da Fazenda. Em meio a todas essas organizações, estão envolvidos muitos profissionais, e as corporações devem dar uma maior atenção ao capital humano nesse período muitas vezes conturbado e cheio de mudanças.

O papel da área de Recursos Humanos das companhias é fundamental para a adaptação dos colaboradores neste novo contexto, onde culturas, valores e políticas se misturam e podem gerar conflitos organizacionais. Normalmente, quando a fusão acontece, acontecem cortes de funcionários e o clima nas empresas fica, geralmente, tenso – os profissionais pensam a todo o momento quando será o último dia na organização. A justificativa das corporações envolvidas é o ganho de competitividade no mercado e a redução de custos.

A gestão das expectativas dos colaboradores é muito importante. O RH deve transmitir que o objetivo principal de uma fusão é tornar a empresa muito mais competitiva, o que é bom para a companhia e para os que trabalham nela. Os funcionários devem sempre se preocupar em se destacar, mostrar seus valores, para que, no momento em que haver um corte de funcionários em caso de fusão, permaneçam na empresa. “Como definir, caso seja necessário, quem será demitido? Caso seja preciso realocar alguém para uma outra área, quem deve ficar no cargo antigo e quem deve mudar de setor? Esse é um ponto estratégico importantíssimo para uma fusão porque é nessa hora que as empresas fundidas vão ganhar engajamento e sinergia na operação”, expõe Guilherme Falchi, sócio-diretor da Hera Brasil, consultoria de qualidade de vida corporativa.


Importância da Comunicação

A empresa que anuncia uma fusão sem trabalhar a comunicação corporativa entra em colapso, pois todos os colaboradores se perguntarão, todos os dias, quando chegará a hora de suas dispensas. Se não for passada tranquilidade para os profissionais, não for informado passo a passo o que está acontecendo na corporação, o porquê da fusão, e não houver transparência para com o grupo, além de gerar um grande transtorno, desmotivação e falta de produtividade, pode acarretar grandes custos e prejuízos.
“Uma vez anunciada a situação de fusão para o mercado, deve haver reuniões frequentes com as equipes das empresas e praticar a valorização desse grupo de pessoas por meio dos gestores ou dos RHs das companhias”, observa Cintia Menegazzo, consultora de desenvolvimento organizacional e coach. De acordo com a consultora, se faz necessário tratar os profissionais com transparência e praticar conversas individuais com os mesmos, desde o início desse processo.

Uma fusão, da mesma forma que pode ser entendida como um obstáculo na carreira, pode também ser uma boa oportunidade de crescimento profissional. O colaborador poderá exercer suas atividades em uma empresa maior, com maior poder aquisitivo, mais poder no mercado e competitividade. “O empregado pode assim, ser promovido mais facilmente, desenvolver melhor as competências e isso agrega valor ao currículo, pois poderá informar que passou por um processo de fusão, continua na empresa e até foi promovido, por exemplo”, aponta Falchi.
Quando se trata de duas grandes empresas em um processo de fusão, sempre uma das políticas organizacionais prevalece e, consequentemente, isso gera grandes conflitos. Há uma sobreposição de valores e o RH precisa ser bastante estratégico e usar de  visão de negócio para transmitir os conceitos e valores que ficam. “Essa administração deve ser feita por meio da missão, visão e valores da empresa. Seja no grupo que é comprado ou no que compra a fração majoritária, têm que deixar os brios e as ambições de lado e olhar para o que é melhor”, informa Cintia. Ainda para a consultora, é necessário pensar em qual das políticas de RH ou de qualquer outro departamento são fundamentais para a sustentabilidade do negócio.

O lado do colaborador

O conhecimento técnico do cargo é muito importante para o profissional nesses momentos de fusão. Quem tem o domínio dos processos vai ser uma pessoa com muito mais facilidade de adaptação, caso seja necessário mudar a forma de como realizava determinadas tarefas. “Quem aprende apenas na prática, aprende de um jeito menos técnico. Já quem aprendeu conceitualmente como desenvolver as atividades tem uma maior flexibilidade”, opina Falchi. Cintia concorda e afirma que o colaborador deve somar formas diferentes de fazer o seu trabalho e sair da zona de conforto.
O profissional brasileiro ainda tem dúvidas do que é realmente uma fusão, não entende perfeitamente seus reais objetivos e a enxergam, muitas vezes, como um ponto negativo. “O brasileiro ainda não absorveu essa cultura de que a fusão pode ser positiva, se vista de determinados ângulos. Ela possui algumas armadilhas perigosas, e os colaboradores, em geral, devem estar atentos; são meros obstáculos dentro de algo que deve ocorrer para o bem”, finaliza Falchi.