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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Carreira: InfoTrends traz tendências da cultura digital


O evento realizado pela revista INFO apresentou as novidades em inovação, tecnologia e cybercultura. Com o intuito de integrar protagonistas do marketing digital e debater a mudanças no cenário da comunicação, o INFOtrends foi realizado no WTC Tower, em São Paulo.

Na primeira apresentação do dia Hugo Barra, vice-presidente mundial do Google, mostrou diversas novidades como o tão falado Google Glass e o tipo de tecnologia que esse dispositivo pode executar. Além do Glass, o Pebble, o smartwatch do Google, também foi exibido pelo vice-presidente. “O mundo passará por uma inevitável reinvenção de processos”, afirmou Barra.
O representante do Google também exibiu uma engenhosa ideia de disseminar o acesso à internet para a população que sofre com a exclusão digital. O Project Loon são balões que ficam a 20 quilômetros da superfície terrestre (estratosfera),  e que podem oferecer conexão à bilhões de pessoas que não possuem acessibilidade à web. Os balões tem cerca de 15 metros de diâmetro, e são movidos a energia solar.

Ainda na parte da manhã, Erica Smith, vice-presidente da Amnet, palestrou sobre como a tecnologia reinventa a compra de mídia – canalizar informações de usuários da internet e oferecer produtos e serviços individualizados. Na sequência, Gerd Leonhard, CEO da Futures Agency, abordou o futuro da mídia, da TV e da publicidade em uma sociedade conectada. ”O Big Data é um dos diferencias para a mídia do futuro”, apontou Leonhard.
Para finalizar o período diurno, a dupla Donald Chesnut e Marcelo Tripli, CEOs da Sapiente Nitro, mostraram que empresas como Adidas, Coca-Cola e Disney estão realizando ações de marketing que convergem o físico com o digital. “O conceito de melhorar a vida do consumidor é mais eficiente do que a preocupação com a comunicação”, opinou Tripli.

Debate no INFOtrends


As oportunidades no meio digital que surgem com as mudanças de comportamento do consumidor foi o destaque da tarde, e teve como tema “Segunda Tela e Audiência”. Participaram do debate Guilherme Ribenboim, diretor-geral do Twitter, Vinícius Andrade Pereira, diretor do ESPM Media Lab, Fábia Juliasz, diretora executiva de novos negócios do Grupo Ibope, Flávio Ferrari, sócio do Qual Canal e Martha Gabriel, diretora de tecnologia da New Media Developers. “Claramente a TV e o Twitter está sendo usados mutuamente. Só no jogo da final da Copa das Confederações mais de 3 milhões de tuítes foram feitos”, comentou o diretor do Twitter.

Após o debate, o evento contou com a apresentação de cases de agências que desenvolveram ideias para marcas consagradas como Fila, com a plataforma FilaBeat, Guaraná e sua fan page com mais de 10 milhões de seguidores, e Dove, apresentando a campanha “Retratos da Real Beleza”. Segundo Hugo Veiga, da Ogilvy Brasil, agência responsável pela campanha da Dove, a marca queria provar que quem mais sabota a beleza feminina são as próprias mulheres.


Fonte: Portal Catho

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Cool Hunter: o profissional de tendências e inovação


Prever tendências e identificar inovações dentro de uma empresa muitas vezes torna-se segundo plano em meio a grandes metas e cobranças diárias. O cool hunter é o profissional curioso, pesquisador e é uma pessoa com sensibilidade para anteceder movimentos que irão acontecer no futuro ou percepção para analisar movimentos que estão acontecendo no presente.


Profissional cada vez mais importante no mercado de trabalho, o cool hunter é posicionado geralmente em empresas de pesquisa, em departamentos de desenvolvimento de produtos ou em planejamento de agências de propaganda. “O termo ‘cool‘ é pra mim um termo banalizado. ‘Cool’ é uma tendência mais corriqueira, que vem e vai logo embora. No mercado, o melhor seria chamarmos esse profissional de pesquisador de tendências ou trend designer, até para diferenciá-lo de pessoas sem experiência no ramo”, explica Marina Bortoluzzi, especialista em inovação.

Este profissional prevê tendências pelo acompanhamento do passado, do presente e do futuro, pelo cruzamento de movimentos e pelas mudanças bruscas de comportamento e de mercado. O desk research ou pesquisa preliminar é a metodologia mais usada, a pesquisa na Internet e as ferramentas e os filtros de busca. “Além disso, artigos, livros, revistas, presença em feiras e palestras, e observação em campo, por exemplo, nas ruas, são sempre bem-vindas. Analisar outros portais de tendências também é um parâmetro interessante” enfatiza Marina.

Habilidades de um cool hunter

Para Carolina Gauche, designer de moda, stylist e produtora de moda, cool hunter pesquisa muito: “Não só o factual, que acontece hoje, mas uma pesquisa completa sobre o que aconteceu e o que acontece no mundo hoje. Por exemplo, durante a 2a Guerra Mundial, com o racionamento de tecido, as roupas ficaram com as modelagens mais sequinhas. Então, o cool hunter tem que conhecer profundamente a história, a política, a sociedade, a indústria para desvendar o que pode ser ou virar tendência”.

Poucas são as empresas que têm um cool hunter. Elas geralmente contratam outras empresas, que são agências de tendências, que por sua vez fornecem pesquisas dos cool hunters. “É um serviço caro, porém muito conceituado. As melhores empresas têm essas assinaturas. Vale destacar que todos os profissionais de cool hunter estão no mesmo meio, no mesmo mercado, e por isso se respeitam muito”, exalta Carolina.

Quanto a necessidade das empresas de possuírem este tipo de profissional, a estilista e editora de Conteúdo do site Profissão Moda,  Ivna Macedo , conta que é  muito importante as empresas de criação investirem nesse tipo de profissional, pois eles irão trazer ideias inovadoras e olhares inusitados de situações que podem vir a se tornar diferenciais estratégicos no mercado.
“Além disso, é interessante que o profissional que atua nessa área não atue em outras áreas, como no setor de criação da empresa, por exemplo. O profissional de cool hunter precisa ter um olhar puro e que não seja contaminado com as situação diárias para poder trazer o diferencial para seu ambiente de trabalho”, resumi Ivna Macedo.


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Dicas para o seu sucesso


Com 27 milhões de empresários e de pessoas envolvidas na concepção de um negócio próprio, o Brasil é o terceiro colocado em número de empreendedores num ranking de 54 países, atrás apenas da China e dos Estados Unidos, como divulgou a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 2011 (GEM), realizada anualmente e fruto de uma parceria entre o Sebrae e o Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP). 


No entanto, sustentar um empreendimento de sucesso e entrar no mercado de trabalho não é tarefa fácil. Números mostram que a cada dez empresas que abrem, seis fecham em cinco anos de vida. “O Brasil é um país cheio de burocracia. Para superar os obstáculos é preciso foco, profissionalismo, conhecimento e cautela para conquistar mercado, fazer a empresa crescer e ganhar credibilidade”, afirma José Chapina Alcazar, presidente do Sescon-SP (Sindicato das Empresas de Contabilidade e Assessoramento no Estado de São Paulo). 



Para tanto, a fim de contribuir com o alto índice de empreendedorismo, o Sescon-SP preparou uma lista com 15 dicas que podem valer o sucesso de um empresário iniciante. Veja. 



1 - Identificação do negócio
Inicialmente, identificar uma vocação e um desejo é importante porque é fundamental trabalhar com satisfação e não somente para ganhar dinheiro. “Buscar uma área de sua afinidade é um bom começo”, aconselha Chapina Alcazar.



2 - Conhecer bem a área de atuação
Definido o segmento, é importante obter o máximo de conhecimento sobre o futuro negócio. Segundo o presidente do Sescon-SP, é preciso observar a atuação da concorrência, pesquisar se o local não está saturado, identificar os hábitos e a carência dos consumidores. “É importante também mapear oportunidades e dificuldades, participar de cursos, palestras e buscar capacitação sobre todas as questões que envolvem o nicho específico e o empreendedorismo em geral.”

3 - Plano de negócios
Com os dados colhidos na pesquisa, elaborar um plano de negócios mais claro e detalhado possível, documentando estratégias para concretizar os objetivos: aspectos financeiros, administrativos e de marketing. “Este documento servirá como guia para o empreendedor”, diz Alcazar. 



4 - O apoio da Contabilidade
O auxílio de uma boa assessoria contábil no momento de abertura do negócio é fundamental. Ela apontará os meios para a formalização do negócio em âmbito municipal, estadual e federal. “O contador profissional ajudará no planejamento e indicará caminhos para a legalidade, o crescimento e o sucesso. Independentemente do porte da empresa, não se pode abrir mão da escrituração contábil, uma poderosa ferramenta do estado para fiscalização e para tomadas de decisão do empresário”, garante Chapina Alcazar.



5 - Formalização
A formalização é mais que uma questão legal. Uma empresa informal fica de mãos atadas, sem oportunidades de crescer. De acordo com o presidente do Sescon-SP, “legalizada, a organização pode trabalhar sem preocupação com fiscalização, tem acesso facilitado a créditos, pode participar de concorrências e ganha a credibilidade do mercado”.

6 - Ponto adequado
Antes da aquisição ou locação do imóvel onde a atividade será exercida é preciso verificar se não há desacordo com a legislação de zoneamento da cidade ou se o “habite-se” está alinhado à atividade. Caso contrário a empresa terá problemas para obter a licença de funcionamento.



7 - Escolha adequada do regime de tributação
Ao optar acertadamente entre os regimes de apuração de tributos do Lucro Real, Lucro Presumido e Simples Nacional, as empresas conseguem reduzir significativamente a sua carga tributária. Esta escolha deve sempre levar em consideração o orçamento e o resultado desejado pelo empreendedor, não deixando de considerar o custo de todos os tributos incidentes sobre a atividade, mercadorias comercializadas e despesas com salários, por exemplo. Chapina Alcazar adverte: “é importante lembrar que nem sempre a melhor opção é o sistema simplificado”.



8 - Controles internos de gestão
Ao lado da escrituração contábil, a adoção de controles internos de gestão é essencial para o negócio e necessária para a boa prestação de contas ao fisco. Controle de estoque, do quadro de colaboradores, de caixa e outros auxiliam as tomadas de decisão.



9 - Controle do fluxo de caixa
O empresário precisa ter atenção especial ao fluxo de caixa, sempre contabilizando os recursos que serão destinados aos impostos, ao pagamento de funcionários, décimo terceiro e reserva para emergências. É preciso entender a sistemática do mercado e do nicho de atuação nas compras a prazo, sempre trabalhando com prazos que permitam que o montante das vendas entre em caixa antes do vencimento das compras. “Questão vital neste item é nunca envolver dinheiro da pessoa física no negócio”, alerta o presidente do Sescon-SP.

10 - Qualidade
É preciso sempre investir na qualidade, tanto nos serviços como no atendimento. Para Chapina Alcazar, muito mais importante do que conquistar novos clientes é fidelizar os atuais. “Serviços de excelência sempre fazem o cliente voltar.”



11 - Profissionalização
Não importa o tamanho da empresa, a prioridade é a profissionalização do negócio. Além de criar condições para solidez e crescimento, esta medida é fundamental visto que a evolução da inteligência fiscal brasileira permite inúmeras possibilidades de cruzamento de dados e exige uma postura cada vez mais séria do novo empresário.

12 - O que é lucro? Utilize comparativos      
A realização de um orçamento trimestral ou anual constitui uma grande ferramenta para o empreendedor, pois permite análises e comparações mês a mês, além da adoção de medidas para que o giro de produtos e serviços possa cobrir despesas como taxas, tributos, aluguel, assessorias, entre outros.



Demonstração simplificada:
Vendas do mês - compras do mês = lucro bruto
Lucro bruto - despesas gerais = lucro líquido
Dessa forma, o lucro líquido fica disponível para novos investimentos na empresa ou para divisão entre os sócios.

13 - Invista na equipe
A equipe de colaboradores pode ser fator de sucesso ou de fracasso do novo empreendimento. “Contrate pessoas que querem crescer, motive e ofereça treinamento. Envolva a equipe em seus objetivos e metas”, acrescenta Chapina Alcazar.

14 - Inquietação
A inquietação motiva o crescimento. “Estar atento às novidades, ao comportamento do mercado e às mudanças de hábitos dos consumidores é muito positivo.”



15 - Aprimoramento
O aprimoramento profissional é um item de ouro para trabalhadores e também para o empreendedor. “É importante entender seus pontos fracos e buscar aprendizado, além de investir em conhecimento, especialmente em gestão”, finaliza Chapina Alcazar.

Fonte: Yahoo Finanças