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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Carreira: Como lidar com os bloqueios profissionais


Quando tentamos iniciar projetos ou colocar em prática uma ideia, nos deparamos com aquela sensação de inércia, geralmente, causada por bloqueios que poderão atrasar algumas tarefas e, até mesmo, o desempenho de modo geral. Somos bombardeados diariamente com informações, tecnologias e desafios que tendem a provocar uma trava mental, resultante, do receio do novo, do medo à rejeição e, também, da impaciência na espera da aplicabilidade de um processo.


Quando assumimos um projeto, por vezes, os bloqueios nos impedem de iniciá-lo por nos sentirmos incapazes de realizar a tarefa. Para Fábio Zugman, especialista em gestão de carreira, “os bloqueios podem se manifestar de várias formas. A pessoa evita a tarefa, arranjando outras coisas para fazer ocupando seu tempo, podem cair na boa e velha procrastinação, navegando na Internet e fazendo outras atividades que ‘parecem’ trabalho, mas, não são”.
É comum que estas pessoas adiem ou deletem tudo o que começam a fazer e podem até se pegar olhando para uma tela em branco, sem saber por onde começar. As sensações negativas como, desespero, sentimento de fracasso e incapacidade, faz com que acabem desistindo ou realizando um trabalho inferior, “em geral, são medos específicos de arriscar, de que o projeto não dê o resultado esperado e que isso coloque em risco a reputação da pessoa”, explica Sílvio Celestino, sócio-fundador da Alliance Coaching.

Este desconforto é ocasionado pelas expectativas de um projeto, como começar em um novo emprego, montar uma empresa ou escrever um livro – situações que podem parecer gigantescas no começo. É preciso entender que cada projeto é composto de vários passos, que devem ser dados um de cada vez. O que acontece quando as pessoas se sentem bloqueadas é que elas esperam resolver tudo em uma única vez ou esperam que seu trabalho e resultado final fiquem prontos e perfeitos na primeira tentativa.
“Geralmente, qualquer projeto de maior porte e resultado incerto envolve uma sequência de passos com vários erros e refinamentos. Isso é especialmente arraigado na época dos estudos, em que o erro é sempre punido e as respostas certas recompensadas. É precisa entender, no entanto, que fora do mundo acadêmico, os erros devem ser valorizados como parte do processo de aprendizado”, explica Zugman.
Para driblar bloqueios é importante sermos justos, identificando as causas e efeitos destas travas, pois no mundo corporativo vivemos a expectativa de novos acontecimentos diariamente e a vontade de criar e de trazer uma solução crível para os negócios, muitas vezes, é barrada por processos burocráticos.  Para Sílvio, desenvolver a capacidade de comunicação e de gerir conflitos são ferramentas importantes para vencer bloqueios. “Treine a escuta ativa, ou seja, a capacidade de comunicar-se por meio de perguntas relevantes ao seu interlocutor, de forma a fazê-lo pensar e agir de forma mais favorável a uma ideia ou projeto”, explica Celestino.


Administrando conflitos

É importante saber comunicar as pessoas responsáveis por esses bloqueios e a relevância de um projeto ou ideia, destacando o que agregará na operação da empresa ou para o cliente. Assim, todos estarão alinhados e contribuirão, em vez de criar ainda mais barreiras.
Outro fator importante é compreender que uma ideia pode ser simples para quem a teve, porém, quem recebe levará um tempo para aplicá-la, ou seja, administrar a impaciência e processar melhor uma sugestão é primordial para desbloquear as atividades. De acordo com Zugman,“quando temos uma ideia, é preciso prepará-la para o resto do mundo, e até adaptar de acordo com as opiniões que recebemos. O problema é que existe um mito de que as ideias nascem prontas e são frutos de seus criadores, e muitas pessoas as tratam quase como ‘filhas’. Uma ideia, quando está na cabeça de alguém, é apenas o embrião e tem muito a ser melhorada no caminho da sua realização. Não veja os passos como ‘burocracia’, mas, sim, como oportunidades de saber a visão dos outros, melhorar e mudar para torná-la cada vez mais viável”.

Após a administração de possíveis conflitos é hora de agir, coloque na cabeça que o momento certo para começar uma atividade ou mudança pode nunca aparecer. Então o melhor a fazer é iniciar a caminhada, mantendo-se alinhado com os superiores e com seus propósitos, “enfim, aprenda a argumentar com fundamento para que seja ouvido e respeitado nos momentos em que bloqueios surgirem”, conclui Celestino.


Fonte: Portal Catho

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Carreira: Como estimular a criatividade


Ser criativo é uma característica bastante exigida no universo corporativo atual. A competência de pensar diferente e inovar pode destacar o profissional perante a grande concorrência do mercado. Mas como estimular a criatividade no dia a dia?


Existe um mito por trás de profissionais considerados criativos. No meio empresarial o termo “criatividade” é visto como algo para poucos e, muitas vezes, estes indivíduos são taxados como os gênios e os mais talentosos da organização. Mas, na verdade, a capacidade de criar está na natureza de todos nós – alguns têm mais, outros menos.
O potencial de criar deve ser desenvolvido através do estímulo de coisas simples e da prática do dia a dia, como, por exemplo, o profissional ser exigido para executar um trabalho que saia do padrão. “Quanto mais ideias a pessoa tem, ou precisa ter, mais o cérebro desenvolverá essa habilidade. O aspecto externo também é muito importante, e quanto mais repertório e referências o indivíduo tiver, maiores as chances de ser criativo”, explica Conrado Schlochauer, sócio-diretor do LAB SSJ.

De acordo com Schlochauer, pessoas que lidam bem com o erro acabam traduzindo isso em liberdade, e conseguem criar mais. “O que as empresas buscam são pessoas com visão crítica, opinião própria, que possam fazer algo diferente”, aponta.

Componentes da criatividade

Segundo teoria de Teresa Amabile, professora da Havard Business School, e que  impactou bastante o mundo acadêmico e corporativo com sua obra The Social Psychology of Creativity (1983), o fator primordial da criatividade é a motivação intrínseca dos indivíduos.
Ela afirma que os três componentes para a criatividade são:

  • Expertise - Conhecimento sobre a área, treinamento e capacidades técnicas desenvolvidas. Ou seja, não é possível ser criativo em uma realidade onde não se tenha conhecimento.

  • Capacidade Criativa - Capacidade de olhar para os problemas, pensar os problemas, os resolver, e olhar para o contexto geral.

  • Motivação - As pessoas são mais criativas quando motivadas intrinsicamente, ou seja, esimuladas pelo empenho, prazer, descoberta pessoal e satisfação pelo próprio trabalho.


O papel das empresas

A criatividade não precisa ser encarada como algo revolucionário e “que mude o mundo”, mas sim algo mais simples. Ela deve ser vista como um recurso para flexibilizar a atuação em um ambiente com mudanças constantes, exatamente como acontece nas corporações.
Organizações que permitem que seus colaboradores entrem na zona de risco acabam dando maior liberdade para a criatividade. Criar é “pensar fora da caixa”, inovar, e quanto mais sai do padrão, maiores os riscos e incertezas a empresa terá.
“Quando dou minhas palestras, perguntou se existem pessoas criativas naquele momento. Poucos levantam a mão. Quando questiono quem consegue resolver problemas, muitos se manifestam. Mas, na verdade, solucionar problemas e ser criativo é a mesma coisa!”, conta o diretor do LAB SSJ.

Com essa liberdade de pensar e atuar, o engajamento dos profissionais é algo que naturalmente acontece. Construir um ambiente de criação faz com que o funcionário se sinta parte do contexto, pois enxerga que pode contribuir do seu jeito no desenvolvimento da empresa.
“Todos nós fomos crianças e já tivemos o lado lúdico e criativo mais aflorado. O diferencial está em permitir e deixar brotar ideias que sejam valorizadas pela cultura da organização onde atua”, opina Judite Wey, especialista em criatividade e inovação.
Para ela, onde mais devemos permitir a criação é em nós mesmos. “Acabamos ‘matando’ um pensamento diferente por autojulgar que não presta”, completa.


Fonte: Portal Catho