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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Carreira: Nova proposta de emprego? Saiba o que avaliar.


Aceitar uma nova proposta de trabalho ou permanecer no atual? Quem já não passou por uma situação como essa, certamente algum dia irá passar. É claro que essa resposta é muito mais fácil de ser respondida caso o profissional esteja desempregado ou não esteja feliz com seu atual emprego. De qualquer forma, tomar uma decisão como essas requer muita análise, autoconhecimento e uma dose de ousadia.


Não analisar uma série de fatores e se cercar de diversos cuidados pode ser muito prejudicial para a carreira e, ao invés de promover crescimento e desenvolvimento profissional e pessoal, pode resultar em frustração, desemprego e ter o passe desvalorizado no mercado de trabalho. Para que isso não ocorra, a primeira análise que a pessoa deve fazer é levar em conta se haverá ou não possibilidade de incremento ou de consolidação da carreira. “Em primeiro lugar, devemos pensar no desenvolvimento profissional. Em seguida, sugiro analisar se os ganhos serão maiores”, indica Odair Montanaro Gazzettadiretor-presidente da Gazzetta Talent, empresa especializada em executive searching e aconselhamento de carreira.

Para Adália Assis, consultora de RH da Catho, a análise do momento profissional também é fundamental. “Algumas pessoas têm o objetivo de subir de cargo, outras querem salário maior, ou maior qualidade de vida. De acordo com esse objetivo, devemos avaliar as empresas e a proposta oferecida”, explica Adália.
Esse objetivo varia de acordo com o momento em que o profissional está. Há quem queira mais tempo para se dedicar à família. Existem aqueles que querem estudar e não podem trabalhar muito longe, assim como há quem busque um salário maior.

Estude a empresa

Estas análises são fundamentais e não são complicadas de fazer. De acordo com Gazzetta, ao procurar informações sobre a empresa, recomenda-se que se estude o porte, a organização, a solidez, a estrutura e a cultura da organização, entre outras características. “Isso é fundamental para saber se a empresa é segura ou não”, declara.
Ao pensar no desenvolvimento profissional, o mais importante é pensar nos desafios que estão sendo oferecidos. “Afinal, se ele está pensando em trocar de emprego, significa que está tentando dar um up grade em sua carreira. Portanto, o foco deve estar na possibilidade de obter conhecimento e gerar valor, não agregar valor”, analisa Gazzetta.
Ao analisar as empresas, é importante procurar conhecer um pouco da cultura da organização e ver se suas práticas e modo de agir com o mercado e com a sociedade são compatíveis com as suas. “É importante, mas não deve ser uma questão determinante. Se fosse assim, as indústrias de cigarro, as que fabricam máquinas que derrubam árvores e as de bebidas alcoólicas deveriam fechar amanhã. O papel social de uma empresa é importante, sim, mas não vai alterar em nada a sua carreira. Não podemos ser hipócritas de acreditar que as empresas têm outros objetivos além do lucro”, comenta Gazzetta.
Outra dúvida muito comum é quando se está numa empresa de grande porte e a oportunidade surge em uma empresa menor. A recomendação continua a mesma: fazer uma avaliação da sua carreira, analisar seus objetivos profissionais, traçar planos e metas. “Às vezes, é mais importante você ser o João em uma empresa pequena que ser o número 25 numa empresa grande. Geralmente, numa empresa menor, você pode ser polivalente e multifuncional. Já, numa grande, você acaba sendo especialista em alguma coisa”, explica Gazzetta.

Avalie as oportunidades

Além do aprendizado, deve-se ainda levar em conta que numa empresa de pequeno ou médio porte as chances de crescimento profissional são maiores. “Se a empresa cresce, geralmente, você cresce junto. Nas empresas maiores, o desenvolvimento de carreira é mais lento”, aponta a consultora da Catho. “Nas empresas maiores, normalmente, os salários e benefícios são melhores que nas menores. Nessa situação, a escolha também deve estar de acordo com os interesses profissionais da pessoa”, aponta.
Depois de muito refletir sobre o desenvolvimento profissional e pessoal, e pesquisar sobre a empresa que está lhe oferecendo uma nova oportunidade, o profissional deve avaliar a remuneração, que deve ser entendida como um conjunto de salário mais benefícios. Tudo isso deve ser colocado na ponta do lápis e pensado se está de acordo com os objetivos do profissional





quarta-feira, 8 de maio de 2013

Carreira: Dedicação no trabalho x Qualidade de vida


No meio corporativo existe o consenso de que ter um bom desempenho no trabalho depende muito da qualidade de vida. Além de receber um bom salário ou benefícios vantajosos, atualmente é muito importante se sentir bem no ambiente em que atua. O lado financeiro é importante, mas, há tempos, não é mais o fundamental.


A pessoa organizada, que sabe administrar o próprio tempo e que consegue conciliar as diversas áreas da vida, estará, consequentemente, ganhando qualidade em todas elas. Isso está relacionado à família, trabalho e saúde. Tendo equilíbrio nestas esferas, o profissional irá performar melhor, conquistar melhores resultados e será mais feliz.

Trabalhar diariamente apenas pela questão monetária não é o ideal. O indivíduo deve listar atitudes e atividades para que possa se sentir bem consigo mesmo. “Tenho percebido que a questão do tempo é uma peça-chave. É tentar se desligar de assuntos relacionados à profissão nos períodos de folga e, dentro do dia, fazer coisas que gosta. É importante também ter uma relação boa com a equipe e com os demais colegas de trabalho”, aponta Cecília Shibuya, vice-presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV).

Não adianta o profissional pensar que não será cobrado por seu desempenho, pois a competitividade do mercado é cada vez maior. Traçar metas é essencial e a pessoa deve fazer um planejamento de seus objetivos para evitar estresse e ansiedade. O mais adequado é alinhar as necessidades do dia a dia para que transcorram da melhor forma a fim de viver com mais satisfação.

Além do estresse decorrente das pressões e responsabilidades, o ambiente de muitas organizações não é saudável. Isto acarreta em diversos impactos negativos como o presenteísmo (estar no trabalho, mas com a mente desconectada das atividades), absenteísmo (faltar no trabalho), afastamentos por doença e, consequentemente, queda no nível de produtividade como um todo.  “O trabalho é uma fonte de realização e as pessoas devem gostar do que fazem. Se aquilo que o profissional tem, considera não ser benéfico, é preciso buscar outra possibilidade. Se sentir mal no trabalho afeta o lado afetivo, intelectual, familiar, e a pessoa acaba adoecendo”, explica Shibuya.

Recursos Humanos

Um RH estratégico é fundamental e faz com que os líderes compreendam que os subordinados têm suas necessidades e anseios para performar com qualidade. As organizações consideradas melhores para trabalhar são preocupadas em oferecer programas de qualidade de vida. Os principais benefícios são aumento de produtividade, retenção de talentos e clima favorável.
“Tenho visto que as empresas estão, cada vez mais, consumindo seus funcionários, sem pensar na felicidade no trabalho. Produzir mais com menos faz com que as pessoas fiquem sobrecarregadas, cansadas e acabem atingindo um nível de estresse tão alto que impacta diretamente na vida particular”, opina Lenora de Oliveira Santos, coach pessoal e profissional.

Horas de dedicação

De acordo com a mais recente pesquisa “A Contratação, A Demissão e A Carreira dos Executivos Brasileiros”, realizada pela Catho Online com mais de 46 mil respondentes das mais variadas áreas e níveis hierárquicos, o brasileiro trabalha, em média 43,1 horas por semana, sendo que 17,8% do total admite executar suas tarefas semanais por, no mínimo, 51 horas:
Pesquisa Catho Online










Para Lenora, não saber administrar o lado particular e o trabalho faz com que as outras esferas da vida se descompensem, gerando frustrações e uma série de sensações negativas que vão impactar na atividade profissional.














“O suporte social e ter com quem contar e dividir experiências, é extremamente importante. O


envelhecimento saudável depende da convivência maior com a família e amigos. Percebo cada vez mais as pessoas buscando fazer atividades físicas, ações sociais e usufruir das férias desconectando-se totalmente do mundo tecnológico, entre outras ações”, completa a vice-presidente da ABQV.