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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Carreira: Dedicação no trabalho x Qualidade de vida


No meio corporativo existe o consenso de que ter um bom desempenho no trabalho depende muito da qualidade de vida. Além de receber um bom salário ou benefícios vantajosos, atualmente é muito importante se sentir bem no ambiente em que atua. O lado financeiro é importante, mas, há tempos, não é mais o fundamental.


A pessoa organizada, que sabe administrar o próprio tempo e que consegue conciliar as diversas áreas da vida, estará, consequentemente, ganhando qualidade em todas elas. Isso está relacionado à família, trabalho e saúde. Tendo equilíbrio nestas esferas, o profissional irá performar melhor, conquistar melhores resultados e será mais feliz.

Trabalhar diariamente apenas pela questão monetária não é o ideal. O indivíduo deve listar atitudes e atividades para que possa se sentir bem consigo mesmo. “Tenho percebido que a questão do tempo é uma peça-chave. É tentar se desligar de assuntos relacionados à profissão nos períodos de folga e, dentro do dia, fazer coisas que gosta. É importante também ter uma relação boa com a equipe e com os demais colegas de trabalho”, aponta Cecília Shibuya, vice-presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV).

Não adianta o profissional pensar que não será cobrado por seu desempenho, pois a competitividade do mercado é cada vez maior. Traçar metas é essencial e a pessoa deve fazer um planejamento de seus objetivos para evitar estresse e ansiedade. O mais adequado é alinhar as necessidades do dia a dia para que transcorram da melhor forma a fim de viver com mais satisfação.

Além do estresse decorrente das pressões e responsabilidades, o ambiente de muitas organizações não é saudável. Isto acarreta em diversos impactos negativos como o presenteísmo (estar no trabalho, mas com a mente desconectada das atividades), absenteísmo (faltar no trabalho), afastamentos por doença e, consequentemente, queda no nível de produtividade como um todo.  “O trabalho é uma fonte de realização e as pessoas devem gostar do que fazem. Se aquilo que o profissional tem, considera não ser benéfico, é preciso buscar outra possibilidade. Se sentir mal no trabalho afeta o lado afetivo, intelectual, familiar, e a pessoa acaba adoecendo”, explica Shibuya.

Recursos Humanos

Um RH estratégico é fundamental e faz com que os líderes compreendam que os subordinados têm suas necessidades e anseios para performar com qualidade. As organizações consideradas melhores para trabalhar são preocupadas em oferecer programas de qualidade de vida. Os principais benefícios são aumento de produtividade, retenção de talentos e clima favorável.
“Tenho visto que as empresas estão, cada vez mais, consumindo seus funcionários, sem pensar na felicidade no trabalho. Produzir mais com menos faz com que as pessoas fiquem sobrecarregadas, cansadas e acabem atingindo um nível de estresse tão alto que impacta diretamente na vida particular”, opina Lenora de Oliveira Santos, coach pessoal e profissional.

Horas de dedicação

De acordo com a mais recente pesquisa “A Contratação, A Demissão e A Carreira dos Executivos Brasileiros”, realizada pela Catho Online com mais de 46 mil respondentes das mais variadas áreas e níveis hierárquicos, o brasileiro trabalha, em média 43,1 horas por semana, sendo que 17,8% do total admite executar suas tarefas semanais por, no mínimo, 51 horas:
Pesquisa Catho Online










Para Lenora, não saber administrar o lado particular e o trabalho faz com que as outras esferas da vida se descompensem, gerando frustrações e uma série de sensações negativas que vão impactar na atividade profissional.














“O suporte social e ter com quem contar e dividir experiências, é extremamente importante. O


envelhecimento saudável depende da convivência maior com a família e amigos. Percebo cada vez mais as pessoas buscando fazer atividades físicas, ações sociais e usufruir das férias desconectando-se totalmente do mundo tecnológico, entre outras ações”, completa a vice-presidente da ABQV.



quarta-feira, 10 de abril de 2013

Dicas: Desenvolvimento Profissional

Sabemos que a era da inovação cobra dos seres humanos habilidades diferentes de outras épocas.  Crianças e adultos são bombardeados de informações e acabam vivendo o paradoxo da pós-modernidade, onde em meio a tantas possibilidades e informações não sabem como o que querem e, tão pouco, como devem se desenvolver.


Empregadores valorizam as habilidades interculturais dos funcionários ao mesmo nível das qualificações formais no ambiente de trabalho, segundo um novo estudo global publicado pelo British Council, em parceria com a Booz Allen Hamilton e o Ipsos Public Affairs, e divulgado no Going Global 2013 – evento anual sobre educação superior realizado pelo British Council, que acontece em Dubai.

Segundo Clifford Young, diretor de Pesquisas Políticas e no Setor Público do Ipsos Public Affairs nos EUA, em um mundo cada vez mais globalizado, o mercado demanda mais que habilidades específicas. “Leitura, escrita e aritmética são apenas as condições necessárias para ingressar no mercado de trabalho. Agora, os funcionários precisam saber como trabalhar em equipe, comunicar-se e, mais importante ainda, uma vez que a força de trabalho torna-se cada vez mais itinerante, eles precisam ter habilidades de negociar em diferentes ambientes culturais e sociais”, explica Young.

Comportamento e desenvolvimento de habilidades

Neste contexto as empresas vêm investindo em ações para angariar profissionais com habilidades pertinentes ao novo cenário sociocultural, uma delas é a LEGO, que iniciou o "Laboratório de Habilidades para o Futuro”.
Robério Esteves, diretor de operações da LEGO no Brasil, as brincadeiras são fundamentais para o desenvolvimento das crianças, para que elas se transformem em adultos mais completos em todos os sentidos. Neste sentido, ao brincarem as crianças desenvolvem uma série de habilidades e competências que serão muito importantes no futuro como: raciocínio lógico, senso de organização, trabalho em equipe e criatividade.
“O mais importante é a convergência das habilidades. No caso das crianças, percebe-se que aquelas que são mais estimuladas estão mais preparadas para enfrentar os desafios do futuro e, desta forma, devemos estar sempre atentos para os benefícios futuros proporcionados pelas ferramentas que dispomos para as crianças”, afirma Esteves.

Para Mariana Sarmento, gerente de RH para a América do Sul da Klüber Lubrication, para decifrar as habilidades é necessário olhar o ambiente interno e externo.  “Olhar para fora seria identificar quais as habilidades necessárias para o seu trabalho específico. Começar pelas habilidades básicas e evoluir para as habilidades de maior complexidade. Muito cuidado com as ditas “receitas prontas”. Estas podem ser armadilhas e o mercado está cheio disto: oferece soluções mágicas e muitas vezes não são aplicáveis para a sua realidade”, enfatiza Mariana.

Já olhar para dentro seria conhecer as próprias limitações e a partir desta análise, reforçar o que existe de positivo, naturalmente, e identificar quais habilidades precisam ser desenvolvidas.

9 Habilidades a serem desenvolvidas

A coordenadora da trendwatching.com, Luciana Stein, listou 9 habilidades que deverão ser desenvolvidas para o futuro, este tema entrou no relatório de tendências da empresa.

Autonomia:
A autonomia é um desejo emergente que se reflete na ascensão do empreendedorismo individual.  Dentro das empresas, a capacidade de decisão e gestão do próprio dia a dia, da semana, do mês – e da vida! – são fundamentais.

Senso de Aventura:
Cada vez mais, os profissionais têm de desenvolver a capacidade de lidar com as incertezas cotidianamente (e sem reclamar) e ir construindo as suas decisões e a sua trajetória profissional apostando nos valores que acreditam sabendo que existem poucas certezas tranquilizadoras. No ambiente cada vez mais dinâmico, a sua prontidão para decidir será essencial.
Sim, a maioria dos profissionais de hoje tem de ser capazes de conceber a ideia de trocar a asa do avião enquanto o avião voa, isto é ser capaz de ir construindo o caminho enquanto esta pisando nele. O profissional tem de suportar ir descobrindo as respostas no caminho.

“Coma” o tempo que você vive:
Não importa em qual segmento você trabalha. A grande maioria dos profissionais habitam campos que são afetados por mudanças políticas, sociais, econômicas, culturais. Entender o cenário na qual sua profissão está inserida para antecipar as mudanças que poderão afetá-lo é fundamental.
Em seguida, desenvolver capacidades, produtos e serviços em sintonia com esse cenário, e antecipando-se a ele. Isso significa manter as suas antenas sempre ligadas. O tempo que você – além das experiências vividas por outras pessoas fornece valiosa matéria-prima para tomar muitas das decisões que são necessárias.

Curiosidade:
Curiosidade é um dos mais precisos instrumentos que você possui. Não a ignore, alimente-a.
Saia do senso comum:
Não alimente o senso comum, o mundo não anda precisando mais dele- pelo menos por enquanto.
Não responda as perguntas que você faz a si mesmo, ou as perguntas que seus colegas fazem usando o senso comum. Pesquise, encontre exceções ao comportamento médio. O que nos orienta na trendwatching.com não é o comportamento médio, são as dinâmicas que ocorrem ao redor do comportamento médio, que hoje são tão ou mais importantes do que a média.

Dedicação pessoal:
Escolha uma profissão na qual você não se importa em exercê-la nos finais de semanas.

Foque em você:
Tudo que você faz na sua vida profissional faz parte da sua vida. Todas as respostas que você dá aos seus colegas, a atenção e cuidado que coloca em um projeto. Não são para o projeto, não são para o seu chefe. São pra você.

Jogo e exposição:
Não faça do trabalho um jogo de ganhar e perder entre você e seus colegas.  Treine para não se sentir ameaçado no ambiente de trabalho. Aprenda a conversar sem ter que sair com o seu ponto de vista vencedor. Tenha coragem de conversar com honestidade e tenha claro que o custo de não se expor (uma ideia, um projeto) pode ser alto e que você só perceba daqui a alguns anos.

Mantenha uma rede saudável:
Quanto mais amigos você tiver, quanto mais redes pertencer, quanto mais informação você trocar, quanto mais disposto você estiver de cruzar barreiras socioculturais, mais chance terá de ser um profissional e pessoa mais interessante.