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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Carreira: Como construir um bom networking

Poucas expressões são tão populares no mercado de trabalho como o famigerado networking. Traduzido como “rede de trabalho” ou “rede de contatos”, é através deste relacionamento entre profissionais que é possível, muita vezes, expandir a capacidade de negócios da empresa e da carreira. 

A verdade é que atualmente, apesar das necessidades do mercado por profissionais capacitados, não raro costuma sair na frente a candidato ou a empresa que tem um contato a mais. 

Mas atenção, essa habilidade, cada vez mais relevante e recorrente, em vez de atrair boas relações pode não passar de tempo perdido se não administrada com critérios e alguma dedicação. Veja a seguir as dicas de como construir uma rede eficiente de relacionamentos, segundo os especialistas em carreira Stephanie Speisman, do Business Know-how, e Miriam Salpeter, do U.S News.

1.    Torne-se um detetive: Ao aceitar participar de um evento, verifique quem são as pessoas que estarão lá. Depois, use a internet a seu favor; procure os perfis dos convidados no LinkedIn e outras redes sociais. Colete informações sobre estas pessoas e suas empresas e encontre aqueles que têm pontos em comum com você. Por fim, trace possíveis assuntos para tratar durante o evento, assim, o encontro irá fluir melhor.

2.    Seja um voluntário na empresa: Participar de eventos dentro e fora da empresa, além de permitir a interação com aqueles que estão fora do seu ciclo social direto, é uma importante ferramenta para ser conhecido como uma pessoa com quem se pode contar.

3.    Pratique! A prática leva à perfeição: Se conversar com ‘estranhos’ é algo desconfortável, gaste algum tempo treinando com amigos, em frente ao espelho ou até com seu pet. De novo, faça uma lista de assuntos interessantes a tratar. Assista a filmes, leia alguns livros sobre liderança e procure se informar sobre temas cotidianos antes do evento. 

4.    Não peça ajuda: O objetivo do networking é se conectar com pessoas que possam te ajudar a conduzir uma venda, obter um referência, estabelecer contatos. Mas mais importante do que ter alguém com quem contar, é poder ser a pessoa com a qual alguém pode contar. Então, não peça por nada num primeiro encontro ou antes de deixar uma impressão de que sua intenção é criar um relacionamento mutuamente benéfico. Para isso, seja um bom ouvinte e prestativo. Uma conversa em que o outro se sente valorizado e ouvido é mais suscetível a render um outro encontro. 

5.    Mantenha contato: Busque as melhores maneiras de se manter em contato, seja por redes sociais, e-mail ou telefone. Entregar apenas um cartão não convence. Se existe uma oportunidade de negócio, este é o momento de ter iniciativa e dar continuidade ao relacionamento.

Fonte: Yahoo Finanças

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Carreira: Inteligência Social - sucesso nas relações sociais


Ao longo do tempo, temos experiências que acabam por formar o cerne de nossa personalidade.
Algumas pessoas são mais comunicativas e outras são excessivamente introspectivas, mas isso não quer dizer que não saibam como devem se portar diante do seu círculo de relacionamentos. Desenvolver uma boa comunicação é fundamental e isso deve ser lapidado por todos nós. Quanto mais eficiente for nossa comunicação, mais clareza teremos do contexto que estamos inseridos.


A Inteligência Social é desenvolvida no decorrer da vida, através do contato com as pessoas e da nossa interação com o ambiente onde vivemos. Ela reúne dois ingredientes que podem ser organizados em duas categorias amplas: a consciência social – o que sentimos em relação aos outros – e a facilidade social – o que fazemos de posse dessa consciência.
Segundo Alexandre Bortoletto, instrutor da SBPNL , somos seres “biopsicossociais”, ou seja, carregamos uma herança genética (bio), administramos nossas emoções (psiquê) e convivemos com outros no mundo (social). Seria impossível existir seres humanos na ausência destes elementos. A inteligência Social se fundamenta pelas respostas adequadas e saudáveis em interação com o mundo que nos cerca.

Inteligência Social nas empresas

Cada vez mais empresas de todos os portes estão buscando por profissionais equilibrados, não só pela própria autoestima, mas também pelas relações confiáveis com os demais. Mesmo que durante o processo de trabalho se perceba algum revés, obstáculos ou qualquer dificuldade, estes profissionais conseguem naturalmente flexibilizar nas relações sociais, atravessar os obstáculos e conseguir resultados surpreendentes, não visando apenas seus méritos, mas também acreditando que os colegas fazem parte desta vitória.
Considerando que aptidão é uma série de requisitos necessários ao exercício de determinada atividade e que os fracassos de um negócio ou projeto podem ser atribuídos a diversas causas, é lícito pensar que as coisas não acontecem por acaso. As mulheres ou os homens fazem com que aconteçam ou impedem que aconteçam.
“Esses homens e mulheres estão em constante relacionamento. As organizações estão conscientes que fomos programados para a sociabilidade e que estamos constantemente envolvidos em uma espécie de ‘balé neural’ que nos conecta, cérebro a cérebro, com aqueles que estão ao nosso redor. Já perceberam que os relacionamentos positivos atuam como vitaminas – e os pouco saudáveis como verdadeiros venenos. É a qualidade desse relacionamento que mais importa quando nos dispomos a realizar algo realmente grande”, observa o pesquisador do comportamento humano, Wilson Mileris.

Como estimular o contato social?

As empresas que almejarem enfrentar os desafios, utilizando os talentos humanos, vão ter que rever suas crenças e valores para direcionar suas ações para a realização dos objetivos organizacionais.
A técnica de orientar a aprendizagem de novos modelos mentais, de formar hábitos e implantar a Inteligência Social nos ambientes corporativos, tem características bem definidas e exige uma ação continuada. Mudar a atitude das pessoas, com a missão de criar um clima mais satisfatório entre os colaboradores, aumentar-lhes a motivação e torná-los mais receptivos e alinhados com as estratégias da alta direção exigirá a compreensão de que a proposta da Inteligência Social pressupõe uma relação de ensino X aprendizagem. Ensino é a transferência de conhecimento organizado de certa atividade. Aprendizagem é a incorporação daquilo que foi instruído ao comportamento do indivíduo. Portanto, adotar a IS significa aprender uma aptidão para modificar o comportamento em direção àquilo que foi instruído. Significa mudar modelos mentais.

“O ambiente corporativo é quase como uma selva, se pensarmos em todas as empresas que adotam uma postura de competitividade interna, veremos que elas acabam não indo muito longe, só fazem com que as pessoas trabalhem apenas pelo salário, sem se importar com o seu desenvolvimento. Atualmente, já começaram a perceber que o maior e melhor capital é o humano, isso dignifica e valoriza muito o trabalho, principalmente o trabalho colaborativo e, por consequência, desempenhamos nossa função em um ambiente mais amistoso e propício para o desenvolvimento dessa chamada Inteligência Social” afirma o design de serviços da AddTech, Luiz Felipe Villar.

Benefícios de um profissional IS

Em equipes bem sucedidas, há uma predominância de pessoas inteligentes socialmente que adotam um papel sócio emocional apoiando as necessidades dos membros da equipe e ajudando a fortalecer a entidade social. Elas demonstram com frequência os seguintes comportamentos:

Aprimoramento da compreensão pressente os sentimentos e perspectivas dos outros e assumir um interesse ativo por suas preocupações;
Orientação para o serviço – antevê, reconhece e satisfaz as necessidades dos clientes;
Desenvolver os outros prevê as necessidades de desenvolvimento dos outros e melhora sua habilitação;
Fomentar a diversidade – cultiva oportunidades através de diferentes tipos de pessoas; Percepção política – lê as correntes emocionais e os relacionamentos de poder de um grupo.

Consequentemente:
• Encorajam – são amigáveis e receptivas às ideias dos outros; louvam e encorajam os outros para estimular as suas contribuições;
•  Harmonizam – reconciliam os conflitos de grupos; ajudam as partes em divergência a chegarem a um acordo;
Reduzem tensão - contam piadas ou amenizam as emoções de alguma outra forma quando o ambiente no grupo está tenso;
• Apoiam - acompanham a equipe; concordam e apoiam as ideias de outros membros da equipe;
• Conciliam – são flexíveis a ponto de mudarem as suas próprias opiniões para poderem manter a harmonia.

Esses benefícios congregados configuram que todos nós, seres humanos, temos um viés interno para a empatia, a cooperação e o altruísmo – para tanto, porém, precisamos desenvolver a inteligência social e estimular tais capacidades em nós mesmos e nos outros.
Fica evidente que as empresas que não valorizam a Inteligência Social não conseguem estimular os relacionamentos produtivos diminuindo a capacidade das equipes em criar sinergia de grupo para atingir metas coletivas.



quarta-feira, 10 de abril de 2013

Dicas: Desenvolvimento Profissional

Sabemos que a era da inovação cobra dos seres humanos habilidades diferentes de outras épocas.  Crianças e adultos são bombardeados de informações e acabam vivendo o paradoxo da pós-modernidade, onde em meio a tantas possibilidades e informações não sabem como o que querem e, tão pouco, como devem se desenvolver.


Empregadores valorizam as habilidades interculturais dos funcionários ao mesmo nível das qualificações formais no ambiente de trabalho, segundo um novo estudo global publicado pelo British Council, em parceria com a Booz Allen Hamilton e o Ipsos Public Affairs, e divulgado no Going Global 2013 – evento anual sobre educação superior realizado pelo British Council, que acontece em Dubai.

Segundo Clifford Young, diretor de Pesquisas Políticas e no Setor Público do Ipsos Public Affairs nos EUA, em um mundo cada vez mais globalizado, o mercado demanda mais que habilidades específicas. “Leitura, escrita e aritmética são apenas as condições necessárias para ingressar no mercado de trabalho. Agora, os funcionários precisam saber como trabalhar em equipe, comunicar-se e, mais importante ainda, uma vez que a força de trabalho torna-se cada vez mais itinerante, eles precisam ter habilidades de negociar em diferentes ambientes culturais e sociais”, explica Young.

Comportamento e desenvolvimento de habilidades

Neste contexto as empresas vêm investindo em ações para angariar profissionais com habilidades pertinentes ao novo cenário sociocultural, uma delas é a LEGO, que iniciou o "Laboratório de Habilidades para o Futuro”.
Robério Esteves, diretor de operações da LEGO no Brasil, as brincadeiras são fundamentais para o desenvolvimento das crianças, para que elas se transformem em adultos mais completos em todos os sentidos. Neste sentido, ao brincarem as crianças desenvolvem uma série de habilidades e competências que serão muito importantes no futuro como: raciocínio lógico, senso de organização, trabalho em equipe e criatividade.
“O mais importante é a convergência das habilidades. No caso das crianças, percebe-se que aquelas que são mais estimuladas estão mais preparadas para enfrentar os desafios do futuro e, desta forma, devemos estar sempre atentos para os benefícios futuros proporcionados pelas ferramentas que dispomos para as crianças”, afirma Esteves.

Para Mariana Sarmento, gerente de RH para a América do Sul da Klüber Lubrication, para decifrar as habilidades é necessário olhar o ambiente interno e externo.  “Olhar para fora seria identificar quais as habilidades necessárias para o seu trabalho específico. Começar pelas habilidades básicas e evoluir para as habilidades de maior complexidade. Muito cuidado com as ditas “receitas prontas”. Estas podem ser armadilhas e o mercado está cheio disto: oferece soluções mágicas e muitas vezes não são aplicáveis para a sua realidade”, enfatiza Mariana.

Já olhar para dentro seria conhecer as próprias limitações e a partir desta análise, reforçar o que existe de positivo, naturalmente, e identificar quais habilidades precisam ser desenvolvidas.

9 Habilidades a serem desenvolvidas

A coordenadora da trendwatching.com, Luciana Stein, listou 9 habilidades que deverão ser desenvolvidas para o futuro, este tema entrou no relatório de tendências da empresa.

Autonomia:
A autonomia é um desejo emergente que se reflete na ascensão do empreendedorismo individual.  Dentro das empresas, a capacidade de decisão e gestão do próprio dia a dia, da semana, do mês – e da vida! – são fundamentais.

Senso de Aventura:
Cada vez mais, os profissionais têm de desenvolver a capacidade de lidar com as incertezas cotidianamente (e sem reclamar) e ir construindo as suas decisões e a sua trajetória profissional apostando nos valores que acreditam sabendo que existem poucas certezas tranquilizadoras. No ambiente cada vez mais dinâmico, a sua prontidão para decidir será essencial.
Sim, a maioria dos profissionais de hoje tem de ser capazes de conceber a ideia de trocar a asa do avião enquanto o avião voa, isto é ser capaz de ir construindo o caminho enquanto esta pisando nele. O profissional tem de suportar ir descobrindo as respostas no caminho.

Coma” o tempo que você vive:
Não importa em qual segmento você trabalha. A grande maioria dos profissionais habitam campos que são afetados por mudanças políticas, sociais, econômicas, culturais. Entender o cenário na qual sua profissão está inserida para antecipar as mudanças que poderão afetá-lo é fundamental.
Em seguida, desenvolver capacidades, produtos e serviços em sintonia com esse cenário, e antecipando-se a ele. Isso significa manter as suas antenas sempre ligadas. O tempo que você – além das experiências vividas por outras pessoas fornece valiosa matéria-prima para tomar muitas das decisões que são necessárias.

Curiosidade:
Curiosidade é um dos mais precisos instrumentos que você possui. Não a ignore, alimente-a.
Saia do senso comum:
Não alimente o senso comum, o mundo não anda precisando mais dele- pelo menos por enquanto.
Não responda as perguntas que você faz a si mesmo, ou as perguntas que seus colegas fazem usando o senso comum. Pesquise, encontre exceções ao comportamento médio. O que nos orienta na trendwatching.com não é o comportamento médio, são as dinâmicas que ocorrem ao redor do comportamento médio, que hoje são tão ou mais importantes do que a média.

Dedicação pessoal:
Escolha uma profissão na qual você não se importa em exercê-la nos finais de semanas.

Foque em você:
Tudo que você faz na sua vida profissional faz parte da sua vida. Todas as respostas que você dá aos seus colegas, a atenção e cuidado que coloca em um projeto. Não são para o projeto, não são para o seu chefe. São pra você.

Jogo e exposição:
Não faça do trabalho um jogo de ganhar e perder entre você e seus colegas.  Treine para não se sentir ameaçado no ambiente de trabalho. Aprenda a conversar sem ter que sair com o seu ponto de vista vencedor. Tenha coragem de conversar com honestidade e tenha claro que o custo de não se expor (uma ideia, um projeto) pode ser alto e que você só perceba daqui a alguns anos.

Mantenha uma rede saudável:
Quanto mais amigos você tiver, quanto mais redes pertencer, quanto mais informação você trocar, quanto mais disposto você estiver de cruzar barreiras socioculturais, mais chance terá de ser um profissional e pessoa mais interessante.